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dedicado a você, Flor


Levi Nauter





Desde o início de setembro, estou vivendo momentos incríveis. Tirei uma licença especialmente para cuidar da minha filha. Ocorre que a Lu voltou ao trabalho e eu estou tendo meu momento de pãe (pai e mãe).



Papinhas, suquinhos naturais, remédios, fraldas, babeiros, mamadeiras, risadas, choros, babas, tosse; mãos e pernas que insistem em bater no ar, tudo faz parte, efetivamente, do meu dia-a-dia. E que experiência maravilhosa!!!



Larguei quase tudo para cuidar dela. Internet tem sido raro; postagens, idem. O caderno de rascunho é o meu companheiro, alguns livros e muita, muita música.



Até o final de novembro estarei nessa agradável experiência. No entanto, desde já, ouço as primeiras tentativas de sílabas. “Bbrrruuuummmm” – misturado com muita baba - é o que mais escuto.



Assim que der, deixo mais notícias.






Vídeo 15 - Palavra Cantada

Levi Nauter


Esses são os caras. Lá em casa, em matéria de música para criança, tem lugar garantido a Adriana Partimpim, o Grupo Cuidado que Mancha e os excelentes Palavra Cantada. Música de qualidade superior para a Maria Flor.
Um dos clássicos do palavra é Os Ratos. Vale conferir a gravação em estúdio, no CD Canções Curiosas.




flor da minha vida


Levi Nauter


Calma, tranquila, risonha. Maravilhosa. Está aprendendo a dar gritinhos lindos. Cinco meses.


Feliz aniversário, meu amor!!!



flor da minha vida


Levi Nauter


Eu e a Lu caprichamos.




que amor


Levi Nauter



Não tenho palavras para expressar o quanto minha filha é importante para mim e para a Lu. Fruto do nosso amor, ela é perfeita, linda e maravilhosa.

Como Deus é bom.


Maria Flor da minha vida

Levi Nauter

Minha amada filha, pelos planos médicos e, em consequência nossos, deveria ter nascido ontem – dia 15-04-09. Mas Deus em sua infinita misericórdia resolveu antecipar nosso presente. Nossa linda filha nasceu no dia 24-03. Nunca vou cansar de dizer que esse é o melhor presente do mundo. Esse pequeno ser já tomou conta da minha vida. Sou o pai mais feliz do mundo.

Deus obrigado pela Tua bondade. Ela é linda...

Hoje acordei pensando em ontem. Revivi todas as emoções do dia 24. Sobretudo, ouvi uma música que me emocionou profundamente. Ouvi o dia todo. Se a Maria Flor entendesse, eu arriscaria tocar e cantar (provavelmente em meio a choros) só pra ela essa canção. Acho tudo perfeito nessa música. Um dia, talvez, ela mesma cante e eu, bem mais velho, comece a chorar e a aplaudir a minha florzinha.


Filha, eu te amo!!! E essa música é pra ti.



Sixpence None The Richer

Melody Of You

you're a painting with symbols deep, symphony
soft as it shifts from dark beneath
a poem that flows, caressing my skin
in all of these things you reside and I
want you flow from the pen, bow and brush
with paper and string, and canvas tight
with ink in the air, to dust your light?
from morning to the black of night

this is my call I belong to You
this is my call to sing the melodies of You
this is my call I can do nothing else
I can do nothing else

you're the scent of an unfound bloom
a simple tune
I only write variations to sooth the mood
a drink that will knock me down to the floor
a key that will unlock the door
where I hear a voice sing familiar themes
then beckons me weave notes in between
a tap and a string, a bow and a glass
you pour me till the day has passed....


Uma tradução, nem tão boa, nem tão péssima.


Sixpence None The Richer

Melodia De Você
Você é uma pintura com símbolos profundos
Uma sinfonia, macia como as trocas da escuridão
Um poema que flui, acariciando minha pele

Em todas estas coisas você reside e
Eu quero fluir da caneta, arco e escova,
Então papel, fio, e toque de tela
Com tinta e o ar espanar a sua luz
Da manhã até a noite escura

Este é o meu chamado, eu pertenço a você
Este é o meu chamado, cantar a melodia de você
Este é o meu chamado, eu não posso fazer nada mais
eu não posso fazer nada mais

Você é o cheiro de uma flor inencontrável
Uma melodia simples, a qual eu só escrevo variação
Uma bebida que me derrubará no chão
Uma chave que destrancará a porta
Onde eu ouço uma voz cantar temas familiares
Então me acena, teça notas entre
Um arco e um fio, uma torneira e um copo
Você me derrama, até o dia passar









PS: tenho a impressão que Deus - mil vezes melhor do que eu - também canta enquanto a gente dorme. Faz poesia enquanto a gente segue tocando em frente. Alegra-se com a minha alegria e deve fazer de tudo para que eu fique bem. Exatamente o que faço pela minha filha: nunca irei cobrar pelo meu serviço, pelas acordadas que ela me dá ao longo da noite. Os seus olhos, o seu sorriso, o seu respirar são a minha recompensa.

GRAVIDADE 10: o melhor presente do mundo


Levi Nauter





[GRAVIDADE: o melhor presente do mundo] – levi nauter

O texto a seguir foi escrito no dia 24-03-09, um dia completamente inesquecível na minha vida e na vida da Lu. Nessa data nasceu a nossa princesa, a nossa rainha, o nosso presente divino, a nossa Flor.



Neste momento a paisagem que nos cerca é linda. Passamos por um trânsito louco, mas agora tudo o que vemos é verde, bastante verde com alguns ‘pingos’ de árvores floridas. Da janela em que estou o entardecer não deixa a desejar – também é lindo. São 18 horas do dia 24-3-09.

Estamos no Centro Obstétrico do belo Hospital Divina Providência1. Alguns exames complementares foram necessários devido algumas suspeitas da nossa atenciosa doutora Débora Fichtner. Nosso nervosismo é intenso. Já choramos, rimos e dissemos pra nossa filhota aguardar mais um pouco. Acreditamos que tudo ficará bem.

A Lu foi chamada para os tais exames. Enquanto isso, eu, nervoso, fico na torcida e escrevendo esse texto como forma de alívio à tensão. O raciocínio e o polimento me escapa, toda a minha concentração está lá na ampla sala de investigações médicas.

Nossa filha é intensamente aguardada; contudo, não queremos que nada seja adiantado.

Vinte horas. A tensão está grande. A Lu ainda não voltou dos exames. Eu nada comi, a fome se foi. Ando de um lado ao outro. Para minha sorte, as atendentes (ou recepcionistas, não sei como elas deveriam ser chamadas) são atenciosas. O hospital é algo de primeira, administrado por católicos. Para quem possui convênio ou pode pagar, não há do que reclamar.

A doutora passou por mim; disse que precisamos conversar. Ela nos conhece bem, sempre cuidou da Lu. Acompanhei todo o pré-natal e fui a 95% dos exames e consultas. Isso aumenta ainda mais meus batimentos cardíacos. Comi dois pães de queijo e dirigi-me até a sala de recuperação. Nossa conversa (eu, a Lu e a médica) foi curta e clara. Meu amor estava chorando e tremendo muito. Eu, apavorado. Débora, quieta. Com aqueles lindos olhos verdes encharcados, a Lu tasca: - a Flor vai nascer hoje ou amanhã. Fiquei sem palavras por pelo menos um minuto (tudo estava acertado para do dia 15-4). A Dra. Débora entrou na conversa a fim de explicar que deveríamos evitar intercorrências. ‘Mas o que é a intercorrência?’ – indaguei com os nervos à flor da pele. Sem dó nem piedade ouvi a resposta: “a falência do feto. Vocês precisam tomar uma decisão; porém, acho que deveríamos fazer os procedimentos hoje”.

No ato, pensamos que tanto eu quanto a Lu entendemos (ainda que com muito a aprender) de educação e não de medicina. Portanto, autorizamos os procedimentos. A partir daí se seguiu uma outra maratona: a Lu foi para a preparação (o pré-parto) enquanto eu corria com a papelada e buscava um contato com alguns parentes. Como saíramos para simples exames de rotina, não havíamos levado roupas, nem para a mamãe tampouco para nossa joia.

Meus pensamentos era um turbilhão. Há pouco, a filha fazia parte de planos. Depois a gravidez. Em seguida, exames e mais exames. Hoje deveria ser mais um dia. Na agenda, uma ecografia (eu preferia dizer que ia assistir à minha filha na televisão). De repente eu estava num Centro Obstétrico me preparando para ver aquela de quem a gente apenas falava. Ganhei roupas especiais, chave de armário. Vesti-me. Fui para a sala de pré-parto ficar perto dos meus dois amores. A pequena ainda era uma imaginação. Como seria o rosto? As mãozinhas? Os pezinhos? Tudo imaginação até então.

Às 22 horas, a Lu se foi sorridente para a anestesia e a, digamos, preparação final. Os minutos demoraram, alguns parentes estavam a caminho, traziam máquinas para o registro histórico, traziam roupas para os meus amores. Meu choro se misturava com risadas, com curiosidades.

Às 22h19m eu estava ao lado da Dra. Débora vendo meu grande sonho se realizar. Aquele pequeno ser com quem eu muito falara e cantara estava aparecendo. Sempre fora meu sonho ver o rosto do maior feito de minha vida. Agora era fato. Toda branquinha, toda perfeitinha, toda linda, toda delicada, toda bendita pelo céu, toda... sei lá... faltam palavras. Tudo ao redor pareceu parar, inexistir. Nada mais importava. Ela parecia ocupar todos os cantos da sala de cirurgia. Com trinta e quatro semanas, a precaução e as estatísticas fizeram com que a UTI Neonatal estivesse de prontidão – aguardando nossa Flor.

Como diz o poeta, Maria é um dom, uma certa magia. Ela chorava, se esperneava. Foi a tal ponto que a pediatra disse: - se ela continuar assim não vai para a UTI. E ela chorou. Chorou. Chorou. Não foi para a UTI. Fiquei absolutamente o tempo todo com ela: desde o nascimento até volta para a mãe. Acompanhei o primeiro banho, notei sua inocente força. Também vi ser dada a primeira injeção.

Resta-me agradecer a Deus. Sua perfeição foi dada a mim como uma sombra. A Maria Flor é o sinal do amor de Deus na minha vida. Ela é tudo o que sempre sonhei. Sempre me pareceu que a vida sem um filho não teria graça. Agora minha vida tem graça. Graça divina, graça de menina. Tudo Graça, de graça.

Seja bem-vinda pedaço de mim. Tenha vida longuíssima pedaço mais perfeito de mim.

Maria Flor, você completa a minha alegria e a alegria da Lu.

Maria Flor, nós te amamos.





1 www.divinaprovidencia.org.br. No link Bebês é possível buscar pela Maria Flor.


GRAVIDADE 8 – logo, logo

Levi Nauter



Lá pelo dia 15 de abril, exatamente um mês antes de meu aniversário, chegará o meu maior e melhor presente de todos os tempos: a Maria Flor. Por ora eu e a Lu aguardamos ansiosos por esse dia.

[GRAVIDADE: enquanto a Florzinha não vem ] – lnm







Levi Nauter












Não são todas as pessoas que gostam de esperar. Esperar exige paciência e constante aprendizado. Mesmo à força, é na espera que aprendemos a nos distrair com outras ocupações; fazer daquilo que parece ócio um ato criativo. Neste exato momento, lembrei do Max Lucado – autor que já admirei (mais seu jeito de escrever que sua ideologia). No seu livro “Quando Cristo voltar: o começo da melhor parte”[1] ele trata de como deveria ser a espera da vinda de Cristo citando o próprio Jesus: “não se turbe o vosso coração”. Dependendo de como se espera o encontro poderá ser bom ou ruim[2]. Na espera criamos expectativas.

Há sete meses estou na espera da melhor parte de mim, a Maria Flor. Tais momentos são permeados de preocupações de pai mas, e sobretudo, de muita alegria. Não há como descrever as cenas nas quais beijo a barriga da Lu e ela (a Flor) começa a pular ‘loucamente’. Quando insisto em ficar com meus lábios sobre a barriga, a Flor parece acariciar-me com suas ‘mexidas’. Ela é muito especial. Ela transcende a tudo. Mal posso esperar a hora de beijá-la no rostinho, de dizer o quanto a amo e o tanto que ela foi querida por nós pais. A Lu está tão eufórica quanto eu.

Temos buscado ocupar nosso tempo lendo sobre como lidar com os pequenos. Também sobre como decorar o quarto da pequena. E enquanto ela não vem, estamos fazendo de tudo. A Lu vem se mostrando uma bela pintora-decoradora. Eu auxilio na pintura, dou alguns pitacos e ataco de costureiro. Oh, aventura!
Esperamos que ela goste dos mimos.
Para que vocês tenham uma idéia, eis algumas fotos.





[1] Publicação da CPAD.
[2] Em termos de vinda de Cristo, por anos eu preferi que Ele não voltasse. Primeiro queria casar; depois quis ter uma casa própria e – vejam só – por fim, desejava ter um bebê. Meu ciclo parece estar se concluindo. Com a maturidade, penso que sim – agora se aproxima o começo da melhor parte. Serei salvo por pura misericórdia. Por pura graça.






NOTA



Soundtrack “Possibilities”, do CD Overtime, do excelente Lee Ritenour.

GRAVIDADE 6 - agora sim


Levi Nauter


(...)Fecha os zóio e drome,
Minina, minininha,
A noite assa bolo,

No forno da cozinha.

Drome, minininha,
Papai num tá aqui,
Enfeita a noite preta
Com zóio de rubi.

Drome, minininha,
Mamãe foi trabaiá,
Lavá a noite suja.
Com as água do luá.
...
Sossega, minininha,
Sossega, tá na hora,
Logo vão se abri
Os zóio da Orora.

Sérgio Capparelli



Doze de doze, de dois mil e oito. Treze horas. Estávamos ansiosos. A Lu gelada; eu, quente. Pensamos nas dificuldades existentes no mundo infantil. Nossos trabalhos docentes em escolas com educação infantil deixam-nos frente a frente com as mazelas humanas. Mas também de cara com as virtudes da meninada que se sobressai a todos os problemas. Talvez por isso o conselho de Cristo a que sejamos como criança.

E nós lá, cheios de emoção. Nossos olhos lacrimejavam; nossas mãos entrelaçadas unia nosso espírito e fortificava nossa esperança num Deus que é perfeito.

Incrível como – nessas horas – cinco minutos parecem uma eternidade.

Chegamos na sala. Aparelhos ligados, médico colocado. Começa a ecografia.


A criança não pára com as cambalhotas. Ergue as mãozinhas, os pezinhos, boceja e até soluça. Mede aproximadamente 26 centímetros e tem um peso enorme: 400 gramas. O coração é potente, os ossos estão nos seus devidos lugares. Tudo está bem.

Com essas primeiras informações o pai e a mãe, marinheiros de primeira viagem, estavam derretidos; só chorávamos e nem piscávamos tal era a nossa concentração diante da tela. Uma emoção indizível.

Saímos extasiados da sala. Com os olhos inchados, ao mesmo tempo ríamos e chorávamos. O mundo parecia ter parado. Nada mais pareceu importante por alguns instantes. Enquanto nos dirigíamos para um bom almoço, comentávamos sobre o quanto Deus fora maravilhoso conosco. Sua mais recente demonstração de amor e seu maior presente de natal, para mim e para Lu, foi essa menina. Linda!!!!!!!!!!!!!!!!

Ela será maravilhosa, conselheira, mulher forte, a princesa da nossa casa.


Será a Maria Flor Oliveira de Mira




NOTA

O epíteto é um trecho da poesia "drome, minininha!", publicada na obra "111 poemas para crianças", do professor Sérgio Capparelli, publicada pela L&PM, em 2006 (5ª ed).


às flores da minha vida 2


Teus olhos são como a luz da lua
E a Tua voz como o som do mar
O Teu silêncio é o meu refúgio
E o meu conselho pra caminhar.

No Teu abraço renasce o sonho
No Teu carinho desfaço a dor
Por mais que eu tente viver a vida
Não tem mais jeito sem Teu amor.

Raio de sol, maravilha
Meu bem querer, minha flor
Minha mulher, minha doce amiga
Presente de Deus e do Seu amor.


[trecho da linda música Raio de Sol, composição do excelente João Alexandre. A canção é belamente cantada no CD Família]

meu jardim

meu jardim
minhas flores

minha alegria

minha alegria
Maria Flor

Sobre este blog

Para pensar e refletir sobre o cotidiano de um cristianismo que transcende as quatro paredes de um templo.


"Viver é escolher, é arriscar-se a enganar, aceitar o risco de ser culpado, de cometer erros" [Paul Tournier]

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  • discografia do ótimo John Mayer

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LEVI NAUTER DE MIRA, doutorando em educação (UNISINOS), mestre em educação (UNISINOS) e graduado em Letras-português e literatura (ULBRA). Tenho interesse em livros de filosofia, sociologia, pedagogia e, às vezes, teologia. Sou casado com a Lu Mira, professora de História, e pai da linda Maria Flor. Adoramos filmes e séries.

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  • textos sobre EDUCAÇÃO (livros, revistas, artigos)
  • PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PERFEITAS, de John Burke
  • OS DESAFIOS DA ESCRITA, de Roger Chartier