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GRAVIDADE 10: o melhor presente do mundo


Levi Nauter





[GRAVIDADE: o melhor presente do mundo] – levi nauter

O texto a seguir foi escrito no dia 24-03-09, um dia completamente inesquecível na minha vida e na vida da Lu. Nessa data nasceu a nossa princesa, a nossa rainha, o nosso presente divino, a nossa Flor.



Neste momento a paisagem que nos cerca é linda. Passamos por um trânsito louco, mas agora tudo o que vemos é verde, bastante verde com alguns ‘pingos’ de árvores floridas. Da janela em que estou o entardecer não deixa a desejar – também é lindo. São 18 horas do dia 24-3-09.

Estamos no Centro Obstétrico do belo Hospital Divina Providência1. Alguns exames complementares foram necessários devido algumas suspeitas da nossa atenciosa doutora Débora Fichtner. Nosso nervosismo é intenso. Já choramos, rimos e dissemos pra nossa filhota aguardar mais um pouco. Acreditamos que tudo ficará bem.

A Lu foi chamada para os tais exames. Enquanto isso, eu, nervoso, fico na torcida e escrevendo esse texto como forma de alívio à tensão. O raciocínio e o polimento me escapa, toda a minha concentração está lá na ampla sala de investigações médicas.

Nossa filha é intensamente aguardada; contudo, não queremos que nada seja adiantado.

Vinte horas. A tensão está grande. A Lu ainda não voltou dos exames. Eu nada comi, a fome se foi. Ando de um lado ao outro. Para minha sorte, as atendentes (ou recepcionistas, não sei como elas deveriam ser chamadas) são atenciosas. O hospital é algo de primeira, administrado por católicos. Para quem possui convênio ou pode pagar, não há do que reclamar.

A doutora passou por mim; disse que precisamos conversar. Ela nos conhece bem, sempre cuidou da Lu. Acompanhei todo o pré-natal e fui a 95% dos exames e consultas. Isso aumenta ainda mais meus batimentos cardíacos. Comi dois pães de queijo e dirigi-me até a sala de recuperação. Nossa conversa (eu, a Lu e a médica) foi curta e clara. Meu amor estava chorando e tremendo muito. Eu, apavorado. Débora, quieta. Com aqueles lindos olhos verdes encharcados, a Lu tasca: - a Flor vai nascer hoje ou amanhã. Fiquei sem palavras por pelo menos um minuto (tudo estava acertado para do dia 15-4). A Dra. Débora entrou na conversa a fim de explicar que deveríamos evitar intercorrências. ‘Mas o que é a intercorrência?’ – indaguei com os nervos à flor da pele. Sem dó nem piedade ouvi a resposta: “a falência do feto. Vocês precisam tomar uma decisão; porém, acho que deveríamos fazer os procedimentos hoje”.

No ato, pensamos que tanto eu quanto a Lu entendemos (ainda que com muito a aprender) de educação e não de medicina. Portanto, autorizamos os procedimentos. A partir daí se seguiu uma outra maratona: a Lu foi para a preparação (o pré-parto) enquanto eu corria com a papelada e buscava um contato com alguns parentes. Como saíramos para simples exames de rotina, não havíamos levado roupas, nem para a mamãe tampouco para nossa joia.

Meus pensamentos era um turbilhão. Há pouco, a filha fazia parte de planos. Depois a gravidez. Em seguida, exames e mais exames. Hoje deveria ser mais um dia. Na agenda, uma ecografia (eu preferia dizer que ia assistir à minha filha na televisão). De repente eu estava num Centro Obstétrico me preparando para ver aquela de quem a gente apenas falava. Ganhei roupas especiais, chave de armário. Vesti-me. Fui para a sala de pré-parto ficar perto dos meus dois amores. A pequena ainda era uma imaginação. Como seria o rosto? As mãozinhas? Os pezinhos? Tudo imaginação até então.

Às 22 horas, a Lu se foi sorridente para a anestesia e a, digamos, preparação final. Os minutos demoraram, alguns parentes estavam a caminho, traziam máquinas para o registro histórico, traziam roupas para os meus amores. Meu choro se misturava com risadas, com curiosidades.

Às 22h19m eu estava ao lado da Dra. Débora vendo meu grande sonho se realizar. Aquele pequeno ser com quem eu muito falara e cantara estava aparecendo. Sempre fora meu sonho ver o rosto do maior feito de minha vida. Agora era fato. Toda branquinha, toda perfeitinha, toda linda, toda delicada, toda bendita pelo céu, toda... sei lá... faltam palavras. Tudo ao redor pareceu parar, inexistir. Nada mais importava. Ela parecia ocupar todos os cantos da sala de cirurgia. Com trinta e quatro semanas, a precaução e as estatísticas fizeram com que a UTI Neonatal estivesse de prontidão – aguardando nossa Flor.

Como diz o poeta, Maria é um dom, uma certa magia. Ela chorava, se esperneava. Foi a tal ponto que a pediatra disse: - se ela continuar assim não vai para a UTI. E ela chorou. Chorou. Chorou. Não foi para a UTI. Fiquei absolutamente o tempo todo com ela: desde o nascimento até volta para a mãe. Acompanhei o primeiro banho, notei sua inocente força. Também vi ser dada a primeira injeção.

Resta-me agradecer a Deus. Sua perfeição foi dada a mim como uma sombra. A Maria Flor é o sinal do amor de Deus na minha vida. Ela é tudo o que sempre sonhei. Sempre me pareceu que a vida sem um filho não teria graça. Agora minha vida tem graça. Graça divina, graça de menina. Tudo Graça, de graça.

Seja bem-vinda pedaço de mim. Tenha vida longuíssima pedaço mais perfeito de mim.

Maria Flor, você completa a minha alegria e a alegria da Lu.

Maria Flor, nós te amamos.





1 www.divinaprovidencia.org.br. No link Bebês é possível buscar pela Maria Flor.


GRAVIDADE 5 – tantas emoções


Levi Nauter



A preocupação com a eloqüência e a necessidade de mostrar talento tirou o sangue de muitos! Sêneca



Ontem tive a maior experiência da minha vida. Vi a criança que nascerá a partir do final de abril dando cambalhotas. Segundo o médico, possivelmente será uma menina, a Maria Flor. Foi lindamente emocionante. Os bracinhos, as perninhas, a cabeça, sobretudo o nariz. Lindai! O médico tocava na barriga a fim de um ângulo melhor, a Flor dava uma espécie de pulinho ou fazia uma cambalhota. Nós, pais, abobalhados, emocionados, assistíamos. O coração a mil: 170 batimentos por minuto, parecia um temporal.

Que presente de Deus! Que Deus perfeito, sabe direitinho como emocionar a gente. Ver aquele pequeno ser foi para mim um deslumbre da glória divina. Aproximadamente doze centímetros fazendo a nossa felicidade.

Não havia nenhuma cambalhota de mais. Ela não disse uma palavra. O momento foi simples e singelo. Nada de eloqüência. Apenas pulinhos, apenas brincadeira, apenas a celebração da vida.

Embasbacado, lembrei do Drummondii:


“Como fazer feliz meu filho?

Não há receitas para tal.

Todo o saber, todo o meu brilho

de vaidoso intelectual


vacila ante a interrogação

gravada em mim, impressa no ar.

Bola, bombons, patinação

talvez bastem para encantar?

(...)

Eis que acode meu coração

e oferece, como uma flor,

a doçura desta lição:

dar a meu filho meu amor.


Pois o amor resgata a pobreza,

vence o tédio, ilumina o dia

e instaura em nossa natureza

a imperecível alegria.”


Saimos do consultório felizes, rindo e chorando. Somos três: eu, a Lu e, ao que tudo indica, a Maria Flor.

Duas flores da minha vida.




iAté confirmação contrária, utilizarei o gênero feminino. Afinal, há mais probabilidade de eu errar do que um médico acostumado com ecografias cometer tal gafe – ainda que não se possa descartar.

iiOs trechos selecionados são da poesia Diante de uma criança, do mestre Carlos Drummond de Andrade. Da obra Poesia Completa – conforme as disposições do autor, publicada pela Editora Nova Aguilar, Rio de Janeiro – em 2002, numa parceria com a Bradesco Seguros.


FOTO: da minha amada Lu de Mira.

GRAVIDADE 4 - a música para criança

Levi Nauter







Ontem, 12 de outubro, foi um dia atípico para mim e para a Lu. Grávidos, resolvemos passar o dia ouvindo música infantil. Adriana Partimpim, Palavra Cantada e grupo Cuidado que Mancha fizeram parte das audições. Um dia antes, assistimos ao programa Vitrine (TV Cultura) que entrevistou Paulo Tatit e Sandra Peres, as, digamos, cabeças pensantes do Palavra. Tanto o canal já citado quanto a TV Brasil montaram uma grade de programação bem interessante no dia dos pequenos. Foi um momento especial. Treze anos de casado, ansiando por esse momento. Enquanto acarinhava a barriga que se sobressai na Lu ouvíamos a peça 'A família sujo', do grupo Cuidado...

Parecia que estávamos num teatro, com nosso filho ou nossa filha. O CD da Adriana rodou pelo menos duas vezes e nós dois catávamos como se estivéssemos num estádio de futebol – sabíamos todas as letras e cantávamos eufóricos. O Brasil é ótimo e os nomes citados (provavelmente existem outros poucos, mas não os conheço) cantam letras inteligentes.


Nossa alegria durou pouco. Por volta de onze da manhã uma igreja perto da minha casa anuviou o dia ensolarado cuja brisa saudava-nos diretamente no rosto. A partir desse momento uma tristeza começou a tomar conta de mim. Até aquele momento ouvira músicas bem pensadas, ouvira uma arte de essência. Porém naquela hora eu e meus vizinhos fomos obrigados a esquecer a criancice, tivemos de largar a poesia infantil, o lado bom de ser criança. E óbvio que não digo isso por desdenhar o papel da fé nos babys. Também não digo isso por achar que as crianças não mereçam um dia pensado de maneira mais estratégica. Falo justamente porque elas merecem esse dia. E merecem algo bom, estrategicamente bem pensado e esteticamente belo.

Com a programação da igreja senti-me na Austrália.

Todo o instrumental foi microfonado e colocado na frente do templo. Ou seja, não havia escolha: ou se ouvia ou se ouvia a programação. Australiana.

Nunca ouvi tanta versão do Hillsong United num dia só. Quando pensei que havia acabado a afronta aos pequeninos, começou a sessão Fernandinho. “Eu quero ir bem mais alto...” só poderia instigar as crianças a quererem uma roda-gigante. Num dado momento fui obrigado a fazer uma oração de contraponto: o pessoal cantava “Faz chover” e eu 'orava' “Não faça chover, não dê ouvidos a esse pedido, o dia tá maravilhoso”. Acho que Deus me ouviu. Não choveu.

Minha tristeza foi pelo conteúdo das músicas escolhidas. Completamente fora da realidade dos pequenos. Foi uma insanidade cantar algumas coisas do Fernandinho que nunca foram pensadas no contexto infantil. Um absurdo ter que ouvir guitarras distorcidas tocando, desafinada e descompassadamente, King of majesty. Era um conjunto de vozes e instrumentos que oscilavam entre afinação e desafinação. Mas, tudo em alto volume. Os esquetes eram para 'tentar' ganhar um descrente, nada tinham a ver com o dia da criança. Que pena!

A única música que ouvi que tinha algum sentido era a monótona:

Havia um homenzinho torto
Morava numa casa torta
Andava num caminho torto
Sua vida era torta
Um dia o homenzinho torto
A bíblia encontrou
E tudo que era torto
Jesus endireitou.

Até essa os músicos conseguiram dar uma estragadinha básica. Coitadas das crianças.

Sinto pela minha falta de 'amor', mas bestializaram um dia especial. Eu acho que até Deus estava mais afim de ouvir “Lig-Lig-Lig-Lé” (da Partimpim) ou “Criança não trabalha” (do Palavra...). Mas 'homenzinho torto'...


Algumas mentalidades, pelo que observei, pensam que criança tem de ser um mini-adulto. Não pode brincar, correr, gritar, dançar (a não ser que tire o pé do chão), fazer querrinha, entre outras coisas. Eu quero que meu filho ou minha filha brinque muuuuuuuuuuiiiiiiiiiitttttttoooooooo.

Minha opção será apresentar-lhes músicas que falem da vida infantil, das brincadeiras, da gostosura de ser criança. Querer ir mais alto ou mais fundo, ou dizer que tem sede de justiça e não de refri ficará para uma outra oportunidade. Vamos ser criança. E brincar é aproveitar esse momento que Deus criou para se ser criança quando se é criança. A criança precisa saber que tem um Deus mas tem de esquecê-lo para brincar sem medo. Sem medo é brincar despreocupadamente; sem ter que fazer coreografia pra Jesus, cantar pra Jesus, brincar, pular, dançar, tudo pra Jesus. Chega, pô.

Deixe a criança brincar por brincar. Deixe ela ser feliz.


Que desejamos para os nossos filhos? Que eles sejam felizes. Sorrimos ao vê-los por aí a correr, a pular, a cantar, a brincar, pensando nas coisas de criança. Mas enquanto brincam e riem eles não pensam em nós. Se um filho, ao se levantar, viesse até você e o elogiasse, e agradecesse porque você lhe deu a vida e jurasse amor para sempre, e fizesse a mesma coisa na hora do almoço, e repetisse os mesmos gestos e palavras ao meio da tarde, e de noite fizesse tudo de novo, suspeitaríamos de que alguma coisa não está bem. O que desejamos é que eles gozem a vida sem pensar em nós. Quem pensa demais e fala demais sobre Deus é porque não o está respirando. A fala indica uma ausência.”1


Que tal?








1Rubem Alves em Perguntaram-me se acredito em Deus. São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007 (2ª reimpressão). Pág. 53/54






GRAVIDADE 3 - aventura

Levi Nauter



Muitas vezes a poesia é a melhor mensagem quando as palavras fogem. A primeira vez (há cerca de um ano) que ouvi a música transcrita – cantada pela linda Marcela Gandara – chorei. Eu só estou vivo pela infinita misericórdia divina. Deus é a fonte da minha vida. Ele pôs perto de mim a Lu, uma mulher fantástica que muito me ensina. Não bastasse isso, vem mais um professor ou uma professora: o João Vítor ou a Maria Flor.


Ah, Deus, assim eu não agüento!!!



Es una aventura - Marcela Gandara

Y es una aventura conocerte,
Caminar y obedecerte, y vivir por ti.
Es una aventura estar contigo,
Caminar y ser tu amigo, y vivir por ti.
Y es una aventura cada dia si te tengo a ti,
Si te tengo a ti.

Es una aventura, el mar puedo cruzar,
Camino sobre el agua, si tu conmigo vas,
Es una aventura cruzar por el umbral,
Que lleva a lo imposible si tu conmigo vas,
Si tu conmigo vas.

Es una aventura que no acaba,
Al confiar en tu palabra y seguirte a ti,
Es una aventura cuando creo sin importar
Lo que yo veo por que estas ahi,
Es una aventura cada dia si te tengo a ti,
Si te tengo a ti.

Es una aventura, el mar puedo cruzar,
Camino sobre el agua, si tu conmigo vas,
Es una aventura cruzar por el umbral,
Que lleva a lo imposible si tu conmigo vas,
Camino sobre el agua, si tu conmigo vas,
No hay nada imposible si tu solo tu,
Si tu conmigo vas.



Links para saber mais da mexicana:

Com vídeo: http://letras.kboing.com.br/marcela-gandara/es-una-aventura/

A música com mais qualidade: http://www.youtube.com/watch?v=w0vFn-AwgzY

Site: www.marcelagandara.com



GRAVIDADE – criança feliz

Levi Nauter


GRAVIDADE

A janela abrirá devagarinho:

fará nevoeiro e tu nada verás...

Hás de tocar, a medo, a campanhia

e, silenciosa, a porta se abrirá.

Mário Quintana1




Nesta semana tive, até agora, a melhor notícia já recebeida.

Eu e a Lu, a mulher da minha vida, estamos grávidos. Ainda não fizemos os exames definitivos, por assim dizermos; porém, os realizados indicam aquilo que esperamos há um bom tempo. Um filho ou uma filha está a caminho.

A alegria é indizível. Faltam-me palavras para expressar um sentimento guardado por anos – alguns deles por opção. Quando desconfiamos desse momento, nos abraçamos e a emoção tomou conta. Além disso, ao longo da semana recebi muitos abraços e felicitações, outra novidade pra mim. Nenhuma pessoa me desejou sorte; ninguém disse “criar filhos é difícil”. Apenas sorrisos, apenas alegrias. A vida é maior e compensa qualquer eventual esforço.


Exatamente hoje, 01-09, a Lu completa 36 anos. Há presente melhor que receber um filho ou uma filha? Estamos muito felizes. Se tudo correr bem, em maio será a minha vez de ter como presente o nascimento da criança. Aniversários assim são presentes do maravilhoso e gracioso Deus.


Nossos sentimentos se misturam – o texto parece truncado, não sai da mesmice. Mas a felicidade tem disso: a gente ri, e os assuntos giram em torno da razão da felicidade. Por vezes ficamos apreensivos em como educar uma criança; noutros momentos pensamos que isso será o de menos. Como dar conta de tantos compromissos e ainda atender uma criança que depende da gente? Sei lá, sei apenas que desejamos muito tê-la.


Ficamos imaginando o rosto (com quem será parecida?), o cheirinho. Sentimo-nos – guardadas as devidas proporções – como se fôssemos deuses: estamos fazendo uma mistura de nós dois que resultará numa singularidade: ou no João Vitor ou na Maria Flor. A euforia toma conta.

De minha parte, quero escrever um texto mensal até o seu nascimento, compartilhando os acontecimentos dessa fase. Posso adiantar que também ando enjoando – eu que tanto ria de quem contava histórias parecidas. Também me parece ótimo notar a Lu com algumas sensações estranhas: achando horrível o cheiro do café e de alguns perfumes, entre outras.

Também é minha intenção ser um bom pai. Conversar muito com o filho ou filha. Não intento que a criança tenha medo de mim. Quero dar muitos abraços, muitos beijos, dizer a toda hora que a amo e que ela foi muito desejada.

Depois conto mais.








1 QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2003.



meu jardim

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Sobre este blog

Para pensar e refletir sobre o cotidiano de um cristianismo que transcende as quatro paredes de um templo.


"Viver é escolher, é arriscar-se a enganar, aceitar o risco de ser culpado, de cometer erros" [Paul Tournier]

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LEVI NAUTER DE MIRA, doutorando em educação (UNISINOS), mestre em educação (UNISINOS) e graduado em Letras-português e literatura (ULBRA). Tenho interesse em livros de filosofia, sociologia, pedagogia e, às vezes, teologia. Sou casado com a Lu Mira, professora de História, e pai da linda Maria Flor. Adoramos filmes e séries.

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