dedicado a você, Flor


Levi Nauter





Desde o início de setembro, estou vivendo momentos incríveis. Tirei uma licença especialmente para cuidar da minha filha. Ocorre que a Lu voltou ao trabalho e eu estou tendo meu momento de pãe (pai e mãe).



Papinhas, suquinhos naturais, remédios, fraldas, babeiros, mamadeiras, risadas, choros, babas, tosse; mãos e pernas que insistem em bater no ar, tudo faz parte, efetivamente, do meu dia-a-dia. E que experiência maravilhosa!!!



Larguei quase tudo para cuidar dela. Internet tem sido raro; postagens, idem. O caderno de rascunho é o meu companheiro, alguns livros e muita, muita música.



Até o final de novembro estarei nessa agradável experiência. No entanto, desde já, ouço as primeiras tentativas de sílabas. “Bbrrruuuummmm” – misturado com muita baba - é o que mais escuto.



Assim que der, deixo mais notícias.






Vídeo 15 - Palavra Cantada

Levi Nauter


Esses são os caras. Lá em casa, em matéria de música para criança, tem lugar garantido a Adriana Partimpim, o Grupo Cuidado que Mancha e os excelentes Palavra Cantada. Música de qualidade superior para a Maria Flor.
Um dos clássicos do palavra é Os Ratos. Vale conferir a gravação em estúdio, no CD Canções Curiosas.




flor da minha vida


Levi Nauter


Calma, tranquila, risonha. Maravilhosa. Está aprendendo a dar gritinhos lindos. Cinco meses.


Feliz aniversário, meu amor!!!



Video 14 - os maravilhosos TAKE 6

Levi Nauter


Em meio a tanta notícia ruim desses políticos, penso que o melhor é apelar para a arte. E nisso, Take 6 é um alento. Cantemos!





FALA MESTRE 3

"É preciso que haja um dia uma dúzia de governantes que não tenham nenhum sonho de se reeleger, porque esses e essas terão a coragem de fazer insanidades sanas."


Paulo Freire - educador





em FREIRE, Paulo. Pedagogia dos sonhos possíveis. Ana Maria Araújo Freire (org). São Paulo: Editora UNESP, 2001. pág. 256.




POLÍTICA E POLITICAGEM

Há lobos gordos, de pele lustrosa, fantasiados de ovelhas: eles andam pelos corredores dos palácios e gozam de imunidades parlamentares.


...acho que não existe povo no Brasil. Somos um bando de bois e vacas infestados por bernes gordos que não saem de nossas costas.


Rubem Alves



em Cenas da vida [19.ed. Campinas/SP: Papirus, 1997], páginas 62 e 63.


pais e filhos: agora é fato

Levi Nauter


Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Nem todas as respostas cabem num adulto. Arnaldo Antunes




Agora é verdade. Sou pai.

Hoje acordei com esse presente da vida. Levantei e, claro, a primeira coisa que fiz foi olhar o meu maior e melhor presente: minha filhota. Ela é a flor da minha vida. Com ela começo meu desenho de pai. Assim, relembro que ainda sou filho e tento, na medida do possível, melhorar a relação com o meu pai e a intensificar a minha função de pai da Maria Flor. O exercício tem sido reter o que foi bom e aprimorar as experiências traumáticas pelas quais passei. Sei, porém, do insucesso da minha empreitada antes da minha pequena ter uns vinte e poucos anos. Só então ela conseguirá fazer reflexões que vão me infligir penas ou absolver.

Agora entendo a preocupação com o futuro dos filhos. Já sonho ver minha linda bem encaminhada profissionalmente. Imagino vê-la sempre com saúde, risonha, amando a simplicidade e a vida. Também visualizo o grande desafio que me espera: mostrar Cristo longe das instituições religiosas. Precisarei refletir o pai celeste em mim que sou pai terreal. A minha fala, o meu cuidado, a minha presteza, meu companheirismo, meu humor, tudo poderá (ou não ) ser um discurso rumo a uma vida de fé cristã. Espero ser feliz nesse caminho.

Contudo, hoje fico mais atento aos detalhes do agora. Fico boquiaberto com a perfeição dela. As pequenas mãos já começam a pegar os brinquedos, a mamadeira e a apertar meus dedos ou a puxar os cabelos da mãe.

A voz dela é um doce. Rindo, dando os primeiros gritinhos ou até chorando; tudo me soa maravilhosamente bem. É como se fosse música, uma música composta por mim e a Lu. O cheiro dela nos encanta; as pernocas pedalando no ar nos enche de alegria e emoção. Sou um pai privilegiado, não há como resistir àquele rostinho dormindo cedo da manhã. Euforia contagiante é o seu sorriso matinal – misturado a um espreguiçamento de causar santa inveja. Ela é linda.

Nesse meu dia, ganhei um singelo (porém útil) presente. A Maria Flor é o presente que ultrapassa todas as datas. Olhá-la é lembrar o quanto Deus me ama. É saber do meu amor pela Lu. A Flor representa nossas metades, mistura nossa, a concretização de um sonho.

Eu sempre achei que a minha vida não teria graça sem filhos. Agora estou cheio de graça. Ela ri a toa, de graça. É um anjo.

Obrigado, filha, por tomar conta da minha vida.



Texto escrito no dias dos pais/2009. a preguiça só me fez digitar hoje - seis dias depois - ao som do sempre bom Don Moen e seu novo trabalho: I Believe There is More. A foto é obra da mãe coruja Lu, enquanto aguardávamos a pediatra nos atender no centro de Canoas. A Flor, na foto, tem quatro meses.

flor da minha vida


Levi Nauter


Eu e a Lu caprichamos.




nossa música brasileira

Levi Nauter
Há momentos nos quais me orgulho imensamente de ser brasileiro. Sobretudo a arte tem esse poder sobre mim. Não troco a música brasileira por nada nesse mundo.
Ontem, 31-7-09, assisti à homenagem - justa, aliás - aos Paralamas do Sucesso.
Duas cantoras arrasaram. Pelo menos aqui no Rio Grande do Sul elas não são tão conhecidas; mas esperam logo logo vê-las num show ao vivo.
Além de lindas, Greice Ive e Maria Gadu, cantam mmuuuiiiiittttoooooo.
Vale ouvir.

férias de inverno


Levi Nauter


Deve-se aprender a viver por toda a vida e, por mais que te admires, durante toda a vida se deve aprender a morrer. Sêneca





Merecidamente estou curtindo minhas férias de inverno. Depois de um primeiro semestre de correria, o segundo promete mais calmaria. É uma felicidade poder estar por casa – ao lado de duas mulheres muito especiais: minha mulher e minha filha. Junto com isso, quero rever meus poucos amigos, ler bastante, ouvir mmmuuuuuiiiittttaaaa música. Darei muitos beijos no meu anjinho enviado por Deus.

Com o avanço da Gripo A, fui agraciado com mais alguns dias de folga, de puro alívio.

Textos por aqui vão demorar, só lá pelo meio de agosto. Quero aproveitar bem minha estada perto de meus amores. Sopa, vinho, founde com alguns primos são alguns dos atrativos que me aguardam.

Fico também – como se tivesse um facão em minhas mãos e uma madeira para talhar – polindo Companheiros de caminhada: uma opção sem igreja.


joinha


Levi Nauter


Incrível como Deus dá sempre o melhor pra gente.

Te amamos, Maria Flor - inspiração da minha vida!!!



Cristianismo Criativo

Levi Nauter


Já faz algum tempo que o clipe abaixo está rodando o mundo. Na minha opinião ele, há muito, vem prevendo aquilo que só agora nós – tupiniquins – estamos recebendo sob uma enxurrada de livros. O propalado Cristianismo Criativo não deveria ser novidade em nossas vidas. Infelizmente, porém, poucos cristãos, essencialmente os evangélicos de toda a espécie, são adeptos da arte, do belo, da estética. Bem que o filminho poderia rodar outra vez por essas bandas.


Não posso deixar de tocar na denguice da Rebecca S. James. Uma música é possível ouvir; mais de uma, só se a gente gostar de mulher dengosa (não é bem meu caso). Quanto ao Chris Tomlin, parece-me que ele pouco usa de criatividade; consider-o uma mesmice.


Ainda assim o clipe vale a pena pela mensagens que traz na imagens captadas.


Aproveitemos.



essa é boa 5





Tabernáculo é uma taberna que virou igreja evangélica?





FONTE: http://verticontes.blogspot.com/




URUCUBACA - levi nauter


URUCUBACA[1]

Levi Nauter

Eu nunca fui muito crente. Cria e creio num Deus, evidentemente, mas não nesse difundido pela mídia gospel, tampouco nesse que vem se perpetuando pela tradição. Sempre tive grande dificuldade em acreditar na mandingomania existente nos templos evangélicos, especialmente nos neopentecostais (os pentecostais, digamos, clássicos tiveram de apelar pra não perderem a freguesia). Copo com água, pozinho santo; óleo disso, óleo daquilo são pífios exemplos de um vasto exemplo catálogo de enganação que tão de perto nos rodeia. A coisa tomou uma forma que, às vezes, parece um erro não acreditar nessa papagaiada. Outro dia passei na frente de um templo esteticamente feio (feiíssimo). Nele, uma faixa ‘encascurrada’ sugeria: “participe de sete quartas-feiras da vitória e ganhe sua causa impossível”. Que deus chinelão que dá bênçãos impossíveis e não arruma a própria casa?

Eu não acredito nisso. Acredito na racionalidade, no culto racional. Creio na inteligência, na cultura, na informação, no conhecimento, na ciência. Uno-me ao John Stott: crer é pensar. Ser cristão é ser humano, é acreditar que quanto mais humano mais perto de Deus vamos ficando. Ele se fez humano vindo ao nosso encontro, salvando-nos – como diria o Elienai Cabral Jr.[2] – da perfeição.

Por que estou escrevendo? Porque a tal mandingomania ultrapassa o evangelho. Aliás, uma reflexão até superficial revelará que o ‘evangelho’ tomou posse do mundo e não o contrário. O que era ‘despacho’ na esquina tomou forma gospel e está mais profundo: foi para dentro das casas. A rosinha que eu via junto com a bala de banana, na infância, tornou-se a rosa ungida, por exemplo. Trabalhei numa escola onde, certa vez, num despacho, uma cruz feita com sal causou frisson. A diretora chamou um pastor a fim de “desmanchar a coisa ruim”. Hoje irmãos em transe (ou querendo transar) cruzam no corredor de sal (olha a frieira!). Ouvi muito sermão contra a música do ‘mundo’, louvava o diabo e não a Deus quem a escutasse. Agora, num dia da semana, irmãos e irmãs – agarradinhos – louvam-se ao som da chata Celine Dion ou da protuber(r)ante Mariah Carey. Um vídeo da Colbie Caillat ou da Corinne Bailey Rae seria muito mais interessante; o clima pintaria mais rápido. E um do George Michael?

Agora eu tenho uma filha. A linda Maria Flor tem-me feito um pai muito feliz. Ao mesmo tempo, estou descobrindo outras crenças, a das velhas senhoras, devotas da benzedura e das simpatias. No ambiente fundamentalista em que me criei não havia tais conhecimentos.

Conversei sobre a bebezinha não evacuar. “Dá leite de vaca, virá uma diarréia fenomenal e resolverá o problema”.

- Ah, ela também não ta dormindo direito à noite – disse curioso pela resposta.

- Pega uma camisetinha dela, vire ao avesso e pendure na porta. Pode fazer que funciona.

Fiquei abismado. Mais de uma pessoa me falou a mesma coisa. Nunca ouvira aqueles conselhos/receita. Também pudera, nunca tive filhos.

E mais receitas:

- a filha tem soluço? Pegue ‘pluminhas’ da roupa dela, faça uma bolinha; em seguida, com a língua, faça o sinal da cruz na testa da criança e coloque a bolinha lá (na testa, claro). Nunca testei a receita, só o tempo para a confecção da bolinha somado ao tempo de escovação pré-sinal-da-cruz já fazia o soluço fugir.

Recentemente comentava que minha filha, com três meses, estava rindo pra caramba; dava uns gritinhos dignos de muitos beijos paternos e maternos. Parecia-me, confessei, que ela queria dizer algo. O que oujvi?

- ache um pintinho e coloque-o a piar na lingüinha dela. Ele tornar-se-á uma tagarela.

Outra amiga; mais receitas. “Ela tem enjoos?” Sim! “Quando ela ficar maiorzinha, dê um pouquinho de sal num pacotinho para ela por no bolso. É tiro e queda.”

Não fiz nem nunca farei esses procedimentos. Prefiro seguir o conselho da nossa pediatra. Também me parece mais coerente acreditar que há uma espécie de ciclo vital (ou algum nome mais adequado) sob o qual nós estamos sujeitos, pouco importa a idade que temos: fomos crianças, adolescentes, jovens, adultos novos e adultos velhos (ou idosos). Acho importante que essas fases sejam inexoráveis, concordemos ou não com elas.

Em termos cristãos também sou cético à mandingomania. Creio num Deus milagreiro, creio na possibilidade de milagres. Mas descreio das pessoas que se acham abençoadoras e milagreiras. Discordo dos amuletos (mensagens ‘poderosas’ gravadas em DVD ou CD ou publicadas em livros do tipo Como tomar posse da bênção). Desconheço um Deus que me retribui segundo meus 10% ou coisa parecida. Esse Deus não merece minha confiança, prefiro o Deus incondicional. Descreio ferrenhamente da unções de qualquer coisa: do boi selvagem, da vaca, do leão, do porco. Quem me garante que não vem daí a doença da vaca louca, bem como da gripe suína? Em síntese, incomoda-me a fauna e flora gospel.

Sobra-me crer na vida que Deus me deu para viver intensamente. Acordar pela manhã, ir trabalhar, ser honesto, justo e responsável. Resta-me crer que Deus dá sabedoria à ciência médica, aos homens e mulheres que não têm estudo mas têm experiência pela vivência in loco. Nalguns momentos acredito e noutros desconfio da ciência jurídica e, pior ainda, na política. Contudo, creio na política da boa vizinhança. Creio piamente no respeito ao outro – independentemente da cor racial, sexual ou religiosa. Creio num Deus que é soberano sobre tudo e que não larga uma bomba e manda um avião atrás com alimentos.

Creio em um Deus que optou por dar-me o livre arbítrio.

Creio em um Deus que gosta do belo (não de ouvir o pagodeiro).

Creio num Senhor que odeia, como eu, a urucubaca.





NOTA

A ilustração é de John Astrop para o livro Diário de um adolescente hipocondríaco, de Aidan Macfarlane e Ann McPherson, publicado pela Editora 34.



[1] Texto escrito num quarto silencioso e digitado ao som do maravilhoso Michael Bublé e seu CD “Meets Madison Square Garden”.

[2] Salvos da perfeição, editora Ultimato. Obra do blogueiro Elienai Cabral Junior.

Michael Jackson e meu louvor

Levi Nauter
Eu queria escrever sobre umas coisas que ando ouvindo desde a gravidez de minha mulher e que continua fazendo eco: as crenças populares sobre cuidados com bebês. Mas não é possível. Não por agora.
Acordei neste domingo frio e decidi (re)ouvir meu disco recém adquirido, Michael Jackson King of Pop – Brazilian Collection. Enquanto tomava café lembrei de outros artistas que eu admirava e que já não estão mais nesse mundão. Quem tomará seus lugares, assim como acontece na Academia de Letras. Ainda bem, no mundo da arte musical a coisa não funciona assim. É sabido que Justin Timberlake e o ‘batedor’ Chris Brown ficariam satisfeitos com a cadeira. Mas Jackson é Jackson.
O café estava bom, o mamão principalmente.
Contudo, o Michael levou-me ao início da minha carreirinha de pretendente a músico. Eu sonhava tocar guitarra como aquele cara que tocou em Rock With You. Ouvia, ouvia e nada. Eu estava longe disso. Ademais, que música na minha igreja tinha aquele ritmo todo? Desisti. Larguei a guitarra, instrumento que admiro até hoje. Fui para a bateria. Os tais hinos igrejeiros eram tão chatos. Treinar ao som do Michael era bem melhor. Um dia fui arrebatado. Escutara pela primeira vez Billie Jean. O batera era um relógio acompanhado daquele baixo; tudo era perfeito. No meio daquilo tudo, o que aparece? A guitarra. Era o céu. O hit Bad também me levava ao céu, mas era mais difícil, carecia de mais fé. Na verdade eu tinha de me concentrar para conseguir a agilidade necessária. Devia também esquecer o lindo vocal que teimava em tirar minha atenção do ritmo. Ao fim dessa música, meu “ufa!” era o “usbé”. Suado, jogava as baquetas no chão com muito gosto. Afeito ao ritmo, faltava-me familiarizar com contratempos – uma parte importante no embelezamento musical. Fui ouvir Don't Stop 'Til You Get Enough e The Way You Make Me Feel.
Crescido tive a fase, digamos, romântica. You Are Not Alone me fazia pensar na Lu – queri a repetir o que acontecia no clipe da música. Consegui!!! Casei.
Terminei o café.
Preciso dizer que o Michael Jackson era motivo de susto. Quando estava nas primeiras séries do ensino fundamental, um cara dublava o mega sucesso Thriller. Eu ficava impressionado com os passinhos, com aquele break. Junto com alguns colegas mais curiosos, íamos até o camarote improvisado, o refeitório. “O Michael ta lá, já chegou, eu vi” – dizia eufórico para os mais baixinhos. Gostei tanto que montei um grupo ‘breakdance’. Fiz sucesso em alguns recreios. Mas a vergonha, a timidez, me fez desistir.
Ele foi um marco na minha vida e na de muitas e muitas outras pessoas. Há um antes e um depois do Jackson. A arte musical e a cinematográfica nunca mais foi a mesma depois dele.
Ao longo de sua vida – também como nas nossas – houve páginas nebulosas, escuras. O importante foi que ele conseguiu tornar a maioria delas em arte. A nós, penso que cabe o conselho de São Paulo: reter o que é bom.
Para mim ele foi um baluarte profético. Afinal, vamos combinar, me diz se Thriller não possui uma dança profética? E o que é aquele canto de vitória que insiste em nos convocar, melodicamente feito em Heal The World?
Não me resta dúvida de que as canções que toquei no meu tempo de igreja tinham uma certa inspiração nesse negro divino.

Menos mal que ainda temos a rainha do pop, vivinha da Silva. Mas dela falemos noutro dia.

sobrenome

Levi Nauter


Eu trabalho manhã, tarde e noite. Aos sábados, às vezes, trabalho o dia todo. Tô reclamando? Não. Apenas gostaria de ter tido a sorte de ter um desses sobrenomes:
Sarney, Maluf, Quercia, Malafaia, Macedo - entre outros.

Talvez isso facilitasse minha vida e, assim, eu teria mais tranquilidade para pagar minhas contas sem suar tanto a camisa.

video 12 - no frio

Levi Nauter


Enquanto meus escritos não fluem como eu gostaria, vou curtindo muita música. Estou cheio de novidades para os meus ouvidos. Fogão à lenha, sopa de ervilha, chimarrão, vinho; a esposa e a filhota. Ah, a temperatura maravilhosa de 5 graus. Todo o clima.


Logo penso em fazer o que alguns colegas andam fazendo (eles, em relação a livros): listar o que venho escutando musicalmente.


Por ora, deixo-vos com a Tammy Trent - interpretando a linda At the foot of the cross. Eu prefiro a norte-irlandesa Kathryn Scott (no CD Satisfy) ou o clássico Don Moen (no CD Thank You Lord). Mas a Tammy não compromete. O lugar também é bonito.










Deus brincalhão, Deus poeta

Levi Nauter


Ah, esse Deus que sirvo.

Meu novo Deus é brincalhão e teimoso. Teima em me amar, teima em querer me ver bem. Teima em me querer bem. É um brincalhão porque me faz poesias. Deu-me poucos , mas bons amigos. Com eles dou muitas risadas. Deu-me uma mulher maravilhosa, de quem não sou dono. E uma filha lindona e delicada. Com elas tenho poesia ao longo do dia.


Mas duas coisas me relembram esse Deus poético: os livros e as músicas.


Semana passada, em meio às turbulências da vida, Ele me fez chorar. Descobri um cantor de primeira grandeza. Um artista mesmo e não só mais um músico.

Vander Lee, com sua mineirice, fez a oração que eu gostaria de fazer para o meu Deus. Quando desci do ônibus, estava em prantos. Tive de me controlar para não fazer tanto fiasco.


Se eu não tivesse conhecido esse novo Deus nem saído do fundamentalismo cristão jamais teria conhecido essas pérolas da riquíssima música brasileira.

Vamos à música que me tocou – com letra e vídeo.

Salve, Vander Lee!!!



Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima
Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

Que maravilha é, agora, a poesia cantada pelo próprio autor.






vídeo 11 - enquanto a inspiração não vem

Levi Nauter


Eu obviamente não acredito em inspiração, foi apenas uma brincadeira. Acredito, isso sim, na 'transpiração'.

Pois, enquanto nada melhor me acontece que ficar perto do fogão à lenha curtindo minha filhota e minha mulher, bebericando um vinho, comendo pinhão ou milho verde sob a temperatura de oito graus, vou curtindo muita música.

Gracias ao 'Dioni' e à Chris que me agraciaram com novidades - aquele em 2000, esta recentemente. Reafirmo: é bom ter amigos com bom gosto musical. Os CDs estão 'furando' de tanto rodar.

E como é bom ouvir música sem medo de ir para o inferno (he, he, he - tinha que ter uma pitada de cristianismo).

Curtam o Babyface (cantor, compositor, instrumentista múltiplo)







e também o excelente Jorge Drexler, aqui das fronteiras uruguaias.

que amor


Levi Nauter



Não tenho palavras para expressar o quanto minha filha é importante para mim e para a Lu. Fruto do nosso amor, ela é perfeita, linda e maravilhosa.

Como Deus é bom.


meu jardim

meu jardim
minhas flores

minha alegria

minha alegria
Maria Flor

Sobre este blog

Para pensar e refletir sobre o cotidiano de um cristianismo que transcende as quatro paredes de um templo.


"Viver é escolher, é arriscar-se a enganar, aceitar o risco de ser culpado, de cometer erros" [Paul Tournier]

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  • discografia do ótimo John Mayer

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LEVI NAUTER DE MIRA, doutorando em educação (UNISINOS), mestre em educação (UNISINOS) e graduado em Letras-português e literatura (ULBRA). Tenho interesse em livros de filosofia, sociologia, pedagogia e, às vezes, teologia. Sou casado com a Lu Mira, professora de História, e pai da linda Maria Flor. Adoramos filmes e séries.

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  • textos sobre EDUCAÇÃO (livros, revistas, artigos)
  • PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PERFEITAS, de John Burke
  • OS DESAFIOS DA ESCRITA, de Roger Chartier