planejamentos
video 17 - noite feliz
Acho a voz da Nash maravilhosa. Uma delicadeza! Parte o CD natalino do Sixpence None the Richer, Silent Nigth ficou linda.
Igreja Gay: uma vergonha para os evangélicos
Semana passada, no dia 27 de Novembro, uma das rádios evangélicas de maior popularidade do Brasil exibiu um debate sobre homossexualismo. Entre os participantes estavam o Pr. Silas Malafaia, o Desembargador Fábio Dutra, o Pr. Paulo Afonso, o Pr. Augusto Miranda, o Pr. Paulo César e o Pr. Marcos Gladstone. Este último é líder da Igreja Contemporânea do Rio de Janeiro, conhecida como "igreja gay".
Gladstone é homossexual assumido, e declara ser casado com seu companheiro e também pastor Fábio Inácio.
O debate poderia ter sido muito proveitoso, caso não houvesse alguns momentos desrespeitosos, onde as partes se atacaram mutuamente.
Silas, como sempre, vociferou suas opiniões sem o menor recato, chegando ao cúmulo de referir-se aos seus opositores que assistiam no auditório da rádio como "bonecas". No final, retratou-se, sabendo que isso poderia lhe render uma ação jurídica.
Se todos mantivessem a linha, muitas coisas poderiam ter sido esclarecidas. Oportunidade desperdiçada.
Tive pena do Gladstone. Embora discorde de seus posicionamentos, acho que ele merece respeito, como qualquer ser humano.
Silas disse que não há igreja evangélica gay, nem tampouco "pastor gay". Gladstone, para revidar, afirmou que era pastor reconhecido pela Federação de Teólogos do Brasil (ou algo do gênero).
Um dos momentos mais curiosos foi quando Gladstone afirmou que muitos pastores e filhos de pastores já o procuraram em sua igreja, confessando que eram gays. Não duvido nada! Conheço o caso em que um pastor foi flagrado sentado no colo de um obreiro.
Definitivamente, a igreja evangélica brasileira não está preparada para discutir um assunto tão polêmico como este. Falta maturidade, finesse, e sobretudo, amor.
Por que acho que é uma vergonha para os evangélicos que haja uma igreja gay? Simples. Esta igreja só surgiu para preencher uma lacuna deixada pela igreja evangélica. Se os gays fossem acolhidos em nossas comunidades, a fim de que fossem expostos à Palavra de Deus, eles não teriam qualquer razão para buscar uma igreja dedicada exclusivamente a eles.
Não estou dizendo que as igrejas deveriam legitimar sua conduta. Não! Apenas afirmo que devemos ser mais misericordiosos, compassivos, agindo mais ou menos como nosso Mestre agiria.
Me recuso a acreditar que Jesus os rechaçaria. Também não acredito que Ele estimularia que Seus seguidores se entrincheirassem contra os homossexuais, como tem sido feito.
Tornamo-nos seus inimigos número 1. Como poderemos evangelizá-los? Como poderemos conduzi-los aos pés do Salvador?
Será que somos melhores do que eles? Será que nossa avareza, idolatria, inveja, carnalidade, ocupam um lugar de menor importância dentro da lista de pecados condenados pela Palavra?
Sinceramente, creio que a Igreja deveria se manifestar solidária a todo grupo humano minoritário que buscasse ser respeitado. Sem endossar qualquer que fosse a conduta pecaminosa, deveríamos comprar uma briga pelas prostitutas, homossexuais, seguidores das religiões afro-brasileiras, ciganos, etc.
Te escandalizei?
Pois o Cristo a quem sirvo também escandalizou os religiosos pudicos de Sua época ao colocar-se em defesa da mulher adúltera, desmascarando a pseudosantidade dos religiosos que queriam apedrejá-la.
Tornamo-nos tão diferentes de Jesus. Estamos sempre do lado errado. Do lado dos poderosos, dos mantenedores do Status Quo, dos corruptos, dos salafrários.
Repito: não acho que devemos baratear a mensagem do Evangelho, endossando qualquer conduta que não se coadune com seus valores e princípios.
Porém, acredito que devemos usar de misericórdia, tanto quanto dela necessitamos. Afinal, são os misericordiosos que alcançarão misericórdia.
Ao xingar seus oponentes de 'bonecas', ou 'meninas', Silas Malafaia revelou o lado preconceituoso daqueles a quem ele julga representar. Foi um desserviço à causa do Evangelho.
Nunca vi ninguém se converter no calor de uma discussão.
Se queremos ser respeitados, devemos, antes de tudo, respeitar, mesmo o mais vil pecador. Não somos melhores do que eles.
Que tal se olharmos para nós mesmos como fez Paulo, que considerou-se o principal dos pecadores?
Que tal se deixarmos de olhar para o outro de cima pra baixo, e considerar-nos igualmente carentes da graça de Deus?
Que o Projeto de Lei 122 precisa de ajustes, não resta dúvida. Mas não será com xingamentos e ataques que vamos reverter isso.
O que não se pode negar é que o debate serve mesmo é a interesses políticos daqueles que se fiam na ingenuidade do povo evangélico para se elegerem.
Igreja nenhuma deveria sentir-se ameaçada por qualquer que seja a PL. Faz-se um escarcel danado para que os crentes pensem que a tal "ditadura gay" vai obrigar às igrejas a aceitarem e celebrarem o casamento entre pessoas do mesmo sexo. E assim, os propineiros vão se elegendo e agradecendo ao deus Mamom pelas "graças" recebidas.
*= http://pavablog.blogspot.com/2009/12/igreja-gay-uma-vergonha-para-os.html, acesso em 03-12-09.
Marcadores: chega de igreja , Deus , vida cristã
MÚSICAS PARA DEZEMBRO
Ano passado comentei do único disco de temática natalina que possuía. Repetiria tudo o que lá disse, mas bastará que verifiquem o mês de dezembro. Like Christmas All Year’Round, do Dennis Jernigan, não sairá do meu set list.
Ao contrário, outros títulos estão vindo agregar-se – ou por indicação de amigos ou por curiosidade minha. Só não entrará aqui o plágio descarado que fez André Valadão do CD natalino do Michael W. Smith. Pena que os medalhões ainda são fortes.
Bom, sem dar trela a eles, segue a lista:
- Annie Moses Band - The Glorious Christmas [excelente]
- Don Moen – Christmas
- Hillsong's - Celebrating Christmas
- Mary Mary - A Mary Mary Christmas
- Navidad con Vástago
- Amy Grant - Hallmark Presents The Spirit Of Christmas [excelente]
- Amy Grant - Home for Christmas
- Sixpence None The Riche - The Dawn Of Grace [excelente]
- Leigh Nash - Wishing for This [excelente]
Marcadores: desintoxicação , sugestão de leitura
LEITURAS PARA O FINAL DE ANO E ÀS FÉRIAS
Eu tenho a sorte de ter alguns amigos, amigas, alunos e alunas. Sorte, tendo em vista o privilégio de ensinar e aprender – talvez mais esta que aquela tarefa. Pois esse pessoal, de quando em quando, enchem-me de livros a fim de que deles eu usufrua e, quiçá, produza um eventual artigo, uma resenha.
Sem citar o nome dos ‘emprestadores’, abaixo compartilho o que me aguarda e para cuja tarefa não vejo a hora de chegar:
- Minhas histórias dos outros, Planeta, de Zuenir Ventura – um mestre na escrita;
- América: a história e as contradições do império, L&PM, do professor Voltaire Schilling;
- Conversão, Imprensa Metodista, do eminente Stanley Jones;
- Sobre o Islã: a afinidade entre muçulmanos, judeus e cristãos e as origens do terrorismo. Nova Fronteira, de Ali Kamel;
- Opus Dei – os bastidores: história, análise, testemunhos; Verus Editora, dos autores Dario F. Ferreira, Jean Lauand e Marcio F. da Silva;
- Memorial do convento, Bertrand Brasil, do maravilhoso José Saramago;
- Maria Madalena e o Santo Graal: a mulher do vaso de alabastro; Sextante, de Margaret Starbird; e
- O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a Bíblia e por quê; Prestígio Editorial, do respeitado Bart D. Ehrman.
Lerei-os todos com muito afinco, não descuidando do material da minha área de atuação profissional (produção de texto e gramática) nem daqueles que visam a um cargo público melhor ($$).
Até mais,
LNM.
Marcadores: sugestão de leitura
[que deusinho esse!]
Gostaria de me desvencilhar desse deus. Ele não me transmite mais aquela euforia de outrora. Considero-o mais um entre muitos. Um deus assim não merece a minha confiança. Tenho as minhas razões e espero, sinceramente, não ficar sozinho nessa empreitada.
Não posso confiar num deus que não deu inteligência aos latinos, exceto àqueles que moram no céu. Também não vejo graça (nem com gê minúsculo, tampouco com maiúsculo) num father multiforme que, no entanto, reduz os ritmos e as notas ao estilo do céu. Muito menos num ‘sinhôzinho’ que não muda de temática e fica na mesmice da água – razão pela qual me obrigam a ouvir coisas como “faz chover”, “dançar na chuva”, “...em justa medida / a chuvaaaaaaa, a chuvaaaaaaa...”; “vem sobre nós como a chuva”. Não será esse o motivo de tanta chuva aos pobres brasileiros?
Esse mesmo deus anda, por ora, atacando de danças e apaixonites agudas. A ilustração disso parece ser uma infinidade de grupos pseudoproféticos cujo mau gosto estético extrapola o aceitável. Para piorar, combine-se uma letra que empulha palavras-chaves – tais como: noiva, intimidade, apaixonado, incendiar a noiva (‘no meu tempo’ isso não era possível), entre tantas e tantas outras advindas do ‘fértil’ mundo gospel midiático. Possivelmente alguém veio do céu trazendo a boa-nova do vale-tudo a fim de abarcar o maior número de adeptos possível. E caímos nessa cilada. Afinal, nos é proibido pensar. Precisávamos ter perdido o bom-senso? Odiar a beleza e a plástica?
Embora nunca tenha ido, sinto-me um australiano. É! Lá já se canta na língua dos anjos. Noutras vezes é como se eu já estivesse no céu, essencialmente quando vejo anjos cantando na língua original: sing out, mighty to save, celebrate – Jesus – celebrate. Não sei por que todos os History Makers já subiram. Alguns felizardos latinos também já vivem na glória e, de lá, mandam ‘recados’ aos mortais: Marcus Witt, Ingrid Rosário, Marco Barrientos e a última moda entre nós, Jesus Adrian Romero.
O céu é que dita as regras. Lá está deus. Queres saber qual a cor e o jeito de sua face? Pois vá às páginas d’A cabana. Saber onde encontrá-lo? “Por que você não quer mais ir à Igreja” responde. Nada fica sem resposta, não há mistério celestial. Tudo está escrito. Como ser um cristão e andar na moda? Bastará ler o profeta Rob Bell ou o Brian McLaren, por exemplo. Ah, vem do céu o modelo dos que serão Deixados para trás.
Contudo, eu sou um besta mesmo. Decidi não cantar “o hino da vitória”, optei por não “beber dos teus rios”. Não consegui viver “derrubando Golias”, não cheguei ao fim dos “40 dias com propósitos”, nem tive “a grande virada”. Jamais descobri “the secret” e não reina em mim o american dream.
Resta-me o inferno. Não falo inglês – a língua dos anjos. Creio piamente que “no meio do caminho tinha uma pedra” e que “eles passarão...”. Tenho “vidas secas”; prefiro as veredas do sertão ou olhar os lírios do meu pampa.
Sou diabólico. No lugar da língua do céu preferi os representantes da minha: o Chico Buarque, o Zeca Pagodinho, o velho Francis Hime e o saudoso Tom Jobim. Adoro um passeio pelo Hades com essa gente. Os solfejos da ‘encapetada’ Elza Soares são de dar inveja. O que é aquela Virgínia Rodrigues? E a festança da Jussara Silveira junto com a bela Teresa Cristina e a Rita Ribeiro? E o talento, à Sansão, de Lenine? E o Raulzito que não morreu?
O inferno parece ter mais profetas. E decidi ouvi-los. Escuto o provocador João Alexandre que me tonteia com seus arranjos. Ele representa a igreja já fora de moda – a que pensa. E o que é esse poetinha Gerson Borges que vive em São Paulo, Nordestinamente? E o mundano Jorge Camargo que me ajudou a gostar de ouvir alguns mundanos como o Djavan, além de me fazer olhar melhor a poesia que não vinha dos Salmos?
No juízo final vou tocar a culpa numa penca de gente que não me mostrou o céu. E, sinceramente, espero que o Céu (de verdade) seja mais parecido com o inferno. Que tenha o meu cheiro, as minhas cores, as minhas linguagens, os meus gestos, a minha miscigenação rítmica. Acho, no fim das contas, que serei bem-vindo no céu verdadeiro. Terá chegado o fim da minha grande tribulação (é assim que me parece a música cristã midiática).
Deus, em meus delírios, encontrar-me-á no final da fila. E desconfio que Ele cantará ou assoviará um hino nas Bodas do Cordeiro: “...você que inventou o pecado esqueceu-se de inventar o perdão...”.
NOTA
Gravura de J. Borges para As palavras andantes, de Eduardo Galeano; L&PM, 5.ed.: Porto Alegre, 2007, p. 31.
Marcadores: abençoado , adoração e louvor , céu , língua dos anjicos
video 16 - Leo Gonçalves
Leonardo Gonçalves é um excelente cantor de música cristã. Como bom adventista, temos muito o que aprender com eles: belos arranjos, ótimas letras (isso inclui o João Alexandre numa estupenda versão que dá nome ao último trabalho – Viver e Cantar). O cara faz o que quer com a voz, vale a pena buscar o CD.
Para conhecer um pouco mais dele, abaixo vai o site e uma palhinha musical.
Até mais.
Marcadores: videos
TRISTEmunho "de fogo"
- Qual o seu nome irmã?
- É Maria, irmão.
- Conta a bênça, irmã.
- Irmão, eu tava com um sério pobrema na garganta, irmão.
- O que acontecia, irmã?
- Doía, irmão.
- Ah, ééééé irmã? Mas e daí?
- Aí, né irmão, eu vim aqui e aquele pastor orou por mim, me ungiu.
- Hum!
- Irmão, eu senti um calor. Foi uma glória.
- Conta a bênça, irmã.
- Agora eu to boa, irmão. To engolindo tudinho.
- Oh glória!!
Marcadores: bênção , testemunho
[sou abençoado]
Levi Nauter
Dia desses, distraí-me e comecei a olhar os carros que aguardavam o sinal tornar-se verde. Gente papeando, arrumando a gravata, retocando o batom, entre outras tarefas. De repente, um adesivo chamou minha atenção: sou abençoado.
Fiquei imaginando o que pensaria sobre bênção alguém carregando um adesivo desses. Seria ter um carro? Dirigi-lo? Um outro automóvel exibia que o carro era “100% de Jesus” (o que não acredito). Isso significa não pagar IPVA? Ou seria ‘podem roubar que Deus dá outro’?
Não encontrei respostas. Apenas pensei comigo mesmo uma série de coisas.
E eu, sou abençoado?
Naquele instante eu ouvia uma das mais novas promessas da música brasileira: Maria Gadú. Ela interpretava – e muito bem – os mestres Chico Buarque e Edu Lobo com A história de Lilly Brown, ainda por cima terminava fazendo uma citação à ‘Pantera cor-de-rosa’.
O disco que leva seu nome é uma obra: foto de bom gosto, músicas bem mixadas e o som está primoroso. Belos arranjos – puxando para o acústico. Merece destaque a versão intimista da popular Baba, sucesso na voz da Kelly Key. O violão dá o tom e o ritmo, enquanto a voz rouca trabalha com primor e ousadia nos contratempos rítmicos. Ne me quitte pas ganhou uma versão tango com direito a gaita e tudo. Ficou ótima. Essas três músicas fizeram-me lembrar da saudosa Cássia Eller, uma cantora que sempre dava um toque especial, todo seu, ao que fazia. A Gadú também faz isso.
É um deleite ouvir a canção Tudo diferente. O jogo de palavras é interessante em Lounge. Mas o dueto de Laranja é espetacular, assim como os arranjos. Repeti muitas vezes a canção-hino Dona Cila. Ai, que saudade me deu da minha mãe. Essa música trouxe uma série de boas lembranças da minha velha guerreira. À mãe devo meu gosto pela musical.
Nosso país tem essas belezas. Quando menos se espera surgem nomes expressando o nosso cheiro, os nossos ritmos, nossos instrumentos; a nossa poesia. Não me restou dúvidas...
...sou abençoado! Nasci brasileiro.
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dedicado a você, Flor
Levi Nauter
Desde o início de setembro, estou vivendo momentos incríveis. Tirei uma licença especialmente para cuidar da minha filha. Ocorre que a Lu voltou ao trabalho e eu estou tendo meu momento de pãe (pai e mãe).
Papinhas, suquinhos naturais, remédios, fraldas, babeiros, mamadeiras, risadas, choros, babas, tosse; mãos e pernas que insistem em bater no ar, tudo faz parte, efetivamente, do meu dia-a-dia. E que experiência maravilhosa!!!
Larguei quase tudo para cuidar dela. Internet tem sido raro; postagens, idem. O caderno de rascunho é o meu companheiro, alguns livros e muita, muita música.
Até o final de novembro estarei nessa agradável experiência. No entanto, desde já, ouço as primeiras tentativas de sílabas. “Bbrrruuuummmm” – misturado com muita baba - é o que mais escuto.
Assim que der, deixo mais notícias.
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Vídeo 15 - Palavra Cantada
Marcadores: flor , Palavra Cantada , videos
flor da minha vida
Calma, tranquila, risonha. Maravilhosa. Está aprendendo a dar gritinhos lindos. Cinco meses.
Feliz aniversário, meu amor!!!
Marcadores: flor
Video 14 - os maravilhosos TAKE 6
Levi Nauter
Em meio a tanta notícia ruim desses políticos, penso que o melhor é apelar para a arte. E nisso, Take 6 é um alento. Cantemos!
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FALA MESTRE 3
em FREIRE, Paulo. Pedagogia dos sonhos possíveis. Ana Maria Araújo Freire (org). São Paulo: Editora UNESP, 2001. pág. 256.
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POLÍTICA E POLITICAGEM
Há lobos gordos, de pele lustrosa, fantasiados de ovelhas: eles andam pelos corredores dos palácios e gozam de imunidades parlamentares.
...acho que não existe povo no Brasil. Somos um bando de bois e vacas infestados por bernes gordos que não saem de nossas costas.
Rubem Alves
em Cenas da vida [19.ed. Campinas/SP: Papirus, 1997], páginas 62 e 63.
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pais e filhos: agora é fato
Levi Nauter
Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo. Nem todas as respostas cabem num adulto. Arnaldo Antunes
Agora é verdade. Sou pai.
Hoje acordei com esse presente da vida. Levantei e, claro, a primeira coisa que fiz foi olhar o meu maior e melhor presente: minha filhota. Ela é a flor da minha vida. Com ela começo meu desenho de pai. Assim, relembro que ainda sou filho e tento, na medida do possível, melhorar a relação com o meu pai e a intensificar a minha função de pai da Maria Flor. O exercício tem sido reter o que foi bom e aprimorar as experiências traumáticas pelas quais passei. Sei, porém, do insucesso da minha empreitada antes da minha pequena ter uns vinte e poucos anos. Só então ela conseguirá fazer reflexões que vão me infligir penas ou absolver.
Agora entendo a preocupação com o futuro dos filhos. Já sonho ver minha linda bem encaminhada profissionalmente. Imagino vê-la sempre com saúde, risonha, amando a simplicidade e a vida. Também visualizo o grande desafio que me espera: mostrar Cristo longe das instituições religiosas. Precisarei refletir o pai celeste em mim que sou pai terreal. A minha fala, o meu cuidado, a minha presteza, meu companheirismo, meu humor, tudo poderá (ou não ) ser um discurso rumo a uma vida de fé cristã. Espero ser feliz nesse caminho.
Contudo, hoje fico mais atento aos detalhes do agora. Fico boquiaberto com a perfeição dela. As pequenas mãos já começam a pegar os brinquedos, a mamadeira e a apertar meus dedos ou a puxar os cabelos da mãe.
A voz dela é um doce. Rindo, dando os primeiros gritinhos ou até chorando; tudo me soa maravilhosamente bem. É como se fosse música, uma música composta por mim e a Lu. O cheiro dela nos encanta; as pernocas pedalando no ar nos enche de alegria e emoção. Sou um pai privilegiado, não há como resistir àquele rostinho dormindo cedo da manhã. Euforia contagiante é o seu sorriso matinal – misturado a um espreguiçamento de causar santa inveja. Ela é linda.
Nesse meu dia, ganhei um singelo (porém útil) presente. A Maria Flor é o presente que ultrapassa todas as datas. Olhá-la é lembrar o quanto Deus me ama. É saber do meu amor pela Lu. A Flor representa nossas metades, mistura nossa, a concretização de um sonho.
Eu sempre achei que a minha vida não teria graça sem filhos. Agora estou cheio de graça. Ela ri a toa, de graça. É um anjo.
Obrigado, filha, por tomar conta da minha vida.
Texto escrito no dias dos pais/2009. a preguiça só me fez digitar hoje - seis dias depois - ao som do sempre bom Don Moen e seu novo trabalho: I Believe There is More. A foto é obra da mãe coruja Lu, enquanto aguardávamos a pediatra nos atender no centro de Canoas. A Flor, na foto, tem quatro meses.
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nossa música brasileira
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férias de inverno
Deve-se aprender a viver por toda a vida e, por mais que te admires, durante toda a vida se deve aprender a morrer. Sêneca
Merecidamente estou curtindo minhas férias de inverno. Depois de um primeiro semestre de correria, o segundo promete mais calmaria. É uma felicidade poder estar por casa – ao lado de duas mulheres muito especiais: minha mulher e minha filha. Junto com isso, quero rever meus poucos amigos, ler bastante, ouvir mmmuuuuuiiiittttaaaa música. Darei muitos beijos no meu anjinho enviado por Deus.
Com o avanço da Gripo A, fui agraciado com mais alguns dias de folga, de puro alívio.
Textos por aqui vão demorar, só lá pelo meio de agosto. Quero aproveitar bem minha estada perto de meus amores. Sopa, vinho, founde com alguns primos são alguns dos atrativos que me aguardam.
Fico também – como se tivesse um facão em minhas mãos e uma madeira para talhar – polindo Companheiros de caminhada: uma opção sem igreja.






