confusão

Levi Nauter 



Infelizmente, alguns confundem síndrome de down com  
estar  meio 'down'.

web crentes

Levi Nauter


O que significa ser cristão em tempos de tecnologia? Entre tantas parafernálias (twitter, orkut, facebook...), ficamos saturados de informação (e não de conhecimento) e achamos - por vezes - que isso é tudo. Mas vem o Wilson Tonioli e dá-nos uma luz dos reflexos disso (he, he, he, he).

Crente Banda Larga: Acha que quanto mais informações por segundo conseguir transmitir, melhor será.

Crente Blog: Vive de comentários, e se magoa se ninguém lhe visita.

Crente Ctrl C Ctrl V: Julga todas as coisas, retém o que é bom e repassa tudo que é ruim.

Crente Download: Quer curar vírus, mas vive baixando espíritos.

Crente Email: Aborda tudo o que é assunto e espalha boatos como ninguém.

Crente Google: Acha que só ele consegue Buscar o Reino de Deus.

Crente Link: É sublinhado, destacado, e com imposição da mãozinha traz muitas revelações.

Crente Orkut: Fala errado pra kcete, mas muitos não ficam sem ele.

Crente Spam: Se intromete sem ser chamado.

Crente Twitter: Paranóico, acha que quanto mais pessoas o perseguirem, mas abençoado será.





FONTE: http://verticontes.blogspot.com/ 

OPUS DEI – sugestão de leitura

Levi Nauter

 

Acabo de ler um livro que bem poderia fazer parte da minha acepção pessoal para obra[i]. Seu conteúdo busca, pela metalinguagem, dizer-nos dos males causados aquele que segue essa entidade que é apoiada pela igreja católica.
O livro chama-se Opus Dei, os bastidores[ii].
Os autores não poupam críticas ao movimento recente no Brasil. E nada da falaciosa ‘crítica construtiva’. Denunciam mesmo as atrocidades que se faz com o psicológico dos frequentadores. As táticas utilizadas, os meandros dos bastidores, o discurso, enfim, tudo está lá exposto. Para não ficar só no lamento pelo lamento, há citações de outros discordantes e testemunhos de alguns que, digamos, se libertaram das amarras discursivas a ponto de fazerem o contraponto. Há gente famosa lá citada, tais personalidades ajudam a manter o status de entidade com fé pública.
A escrita é leve, sem pedâncias, por vezes beira o simplismo. Mas o conteúdo e que se traz à luz compensa algum eventual cansaço na leitura. O processo de exploração e as estratégias de crescimento numérico (de recursos humanos e de recursos financeiros) estão acima daquilo que se esperaria de uma entidade cristã. Chega-se à conclusão de que se segue uma fé prostituida. Uma fé vesga.
Enquanto lia, pensava nas denominações evangélicas que, aos borbotões, andam fazendo um estrago nas ditas almas. Lamentavelmente, poucos reagem em oposição a esses chamados líderes (pastores, bispos, apóstolos, entre tantos outros nomes ‘criativos’). Há uma frenética busca pelo dinheiro e pelo ter a qualquer custo. E a reação dos pacatos fiéis continua nula.
Igualmente pensei em quão rigorosos deveríamos ser ao utilizarmos nomes para eventos cristãos. Opus Dei tem um significado lindo, porém, ao que tudo indica a história vem paulatinamente tratando de denegrir, distorcer o significado original. É profundamente lamentável que ainda haja quem se considere imune às influências de um peso histórico do nome. É, portanto, inadmissível a um grupo evangélico que opte por ter um grupo chamado Opus Dei simplesmente porque a tradução literal dá-nos ‘obra de Deus’.
Ah, quem dera o cristão fosse mais parecido com Cristo...




[i] Minha opinião pessoal é a de que só merece o título de OBRA aquele livro (num primeiro olhar a publicação é apenas livro; ao fim, talvez, torne-se obra) cujo conteúdo transcende as páginas e leva-nos para uma parte da História da humanidade, a fim de fazer-nos refleti-la – preferencialmente sob um ângulo que saia do senso comum. Também merece esse título a ficção que, de alguma forma, transpõe-nos para um passado, um presente ou um futuro em cuja realidade a vida imita a arte. Em síntese, a obra precisa causar em nós algum tipo de suspiro (fruto de uma espécie de assombro, de desacomodação) no final da última página.
[ii] Mais especificamente, chama-se Opus Dei, os bastidores: história, análise, testemunhos. Os autores são Dario Fortes Ferreira, Jean Lauand e Marcio Fernandes da Silva. Li a publicação da Verus Editora, de 2005.




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Maria Flor

Sobre este blog

Para pensar e refletir sobre o cotidiano de um cristianismo que transcende as quatro paredes de um templo.


"Viver é escolher, é arriscar-se a enganar, aceitar o risco de ser culpado, de cometer erros" [Paul Tournier]

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LEVI NAUTER DE MIRA, doutorando em educação (UNISINOS), mestre em educação (UNISINOS) e graduado em Letras-português e literatura (ULBRA). Tenho interesse em livros de filosofia, sociologia, pedagogia e, às vezes, teologia. Sou casado com a Lu Mira, professora de História, e pai da linda Maria Flor. Adoramos filmes e séries.

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  • textos sobre EDUCAÇÃO (livros, revistas, artigos)
  • PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PERFEITAS, de John Burke
  • OS DESAFIOS DA ESCRITA, de Roger Chartier