férias 2009

Levi Nauter



Essa é a época que, em geral, os professores têm um pouco de descanso dos afazeres cotidianos – que, é bom dizer, ultrapassam os dias ou as horas de efetivo trabalho. É necessário fazer outras coisas, distrair-se, brincar e viver intensamente cada minuto das férias escolares.
Particularmente, vou descansar mesmo só em fevereiro. Até lá muito trabalho nas escolas e em casa. Mas o único lugar em que vou acelerar será em casa. Tudo para curtir todos os momentos da gravidez da Lu.

Assim, meus blogs estarão devagar. Certamente vou continuar escrevendo. Há textos que inicio e não termino. São os meus abacaxis de verão. Tenho um texto, por exemplo, sobre igreja que há dois anos nos enfrentamos. Ele tem vencido a batalha. Há muito para arrumar.
Postarei textos com mais vagar que o normal. Permitam-me viver.

Mas, como o humano é contraditório, pode ser que justamente agora eu me empolgue e acabe por postar muito mais. Não sei.
Veremos.


Enquanto isso, FELIZ 2009 a todos os leitores.

feliz natal

[desintoxicação 2 – sugestão de leitura] – levi nauter

Levi Nauter







Demorei quatro dias para ler e 'comer' o e-book “Neuroses eclesiásticas...1. Este livreto (chamo-o assim pelo tamanho e não pelo conteúdo) é do pastor, professor e teólogo Karl Kepler. Eu odeio títulos; no entanto, aqui parece-me importante frizar a atuação e a formação do autor para indiretamente dizer da boa fundamentação do livro. Ou seja, a obra baseia-se na prédica e na prática, na experiência que advém da leitura teórica, calcada na mesma experiência que vem da leitura do mundo, do estar vivo. Das interações entre esses processos.

Sou um leitor chato, bem chato. Sempre que leio algum livro ou alguma obra2 fico como que 'no pé' do autor ou do narrador a fim de verificar sua coerência ao longo do que está sendo dito. Desta forma, rabisco, faço anotações, consulto dicionários, brigo ou me emociono com o texto. Não faço isso pelo mero prazer de captar erros ortográficos ou contradições sutis, mas porque assim cresço; assim é que leio as entrelinhas, o por trás das palavras – o que eventualmente está para ser desvelado.

O que me atrai num livro que pretende ser obra é a humildade que vai aparecendo no decorrer do texto. Karl começa agradecendo “às várias pessoas que contribuíram para este esforço de auto-exame...”, isto é, uma obra escrita nunca é solitária e sim fruto de coletividade(s) . Em seguida, na pág. 2, deixa claro que “...tem a esperança de ajudar-nos...”; não há, portanto, promessas mas intenções. Já no corpo do livro – propriamente dito – ele reconhece: “minha capacidade é bastante limitada” (p. 3). Acho importante esses reconhecimentos porque eles dizem muito da prepotência ou não do autor. Incomoda-me um livro que propõe a descoberta da roda, ou aqueles que afirmam que, após a leitura, 'sua vida não será mais a mesma' e, no entanto, lemos e continuamos os mesmos. A humildade chega mais perto do leitor e por isso impactua, sem dizer. Ela também aceita o contraponto, o diálogo e não o monólogo.

Continuando, Neuroses Eclesiásticas... subdivide-se em dois tópicos: I- as más notícias e II- as notícias boas. Na primeira parte é feita uma espécie de foto áerea da igreja, com algumas tomadas de imagens de eventos importantes do momento de culto no templo (como, por exemplo, a pregação, o louvor e a adoração). Por que existe essa avalanche de más notícias? Karl propõe um “diagnóstico tentativo” que nos leva ao medo. Medo de Deus. Em algum ponto da nossa caminhada cristã houve uma confusão entre temer e ter medo. Ficamos com a última hipótese. Ocorre que muitos não admitem esse medo. Preferem crer que têm o temor com tremor. Mas a experiência clínica de Karl (que é psicólogo) termina por nos desvelar quem somos – mesmo que não admitamos.

A segunda parte da obra é um alento para os que já perderam ou estão prestes a perder a esperança com a igreja. É uma ode aos cansados de igreja, um alívio aos que vêm martelando suas consciências por títulos (como os de 'desviados') empregados pela teologia do medo. Fica claro que a obra é de crente pra crente. No entanto, esse alívio e essa ode não vêm em forma de apologia para que se abandone essa ou aquela denominação cristã. Vêm para que, ao contrário, se tenha uma transcendência a todo tipo de nomenclatura e se vá mais fundo na ponderação de tudo aquilo que nos ensinaram, ensinam ou ensinarão a respeito do que seja servir a Deus. Aliás, servimos ou somos filhos de Deus? - essa questão está lá posta (p. 20).


Merece destaque a exposição que o autor se faz nas páginas. Não se exclui das dúvidas, nem sonega do leitor as descobertas pelas quais foi passando, o que nos impulsiona, se não pelo conteúdo teológico, pela curiosidade de saber aonde ele foi parar. Desmitifica (e desmistifica) assuntos superficialmente ou vesgamente tratados em algumas igrejas evangélicas – sobretudo as neopentecostais (a santificação me parece o exemplo mais significativo).

Uma obra que merece ser lida porque faz um severo e claro exame da nossa condição de cristãos na contemporaneidade. Leiamos:

As pessoas de fora da igreja consideram o crente como 'aquele que não faz isso, não participa daquilo, não prova daquiloutro', ou seja, uma identidade negativa. O crente é visto como um ótimo funcionário, bom trabalhador, mas péssimo para se conviver, sem disposição de se sociabilizar” (p. 5)


Ao criticar a hierarquia (que algumas igrejas, pelo menos aqui no Sul, chamam de autoridade) eclesial o autor nos informa que o efeito é ampliar “no cristão comum, aquele sentimento de pequenez, de incapacidade própria”(p. 6). Eu diria, ampliando, que esse efeito se estende aos meandros da nossa atuação na sociedade, temos medo de nos expor. Então, “comportamo-nos como crianças com medo de se arriscar: melhor não se envolver com essas coisas...” (p. 10).

Há uma denúncia contundente na obra que merece destaque – até porque sou parte dessa estatística:

...muitos, na busca por um crescimento e amadurecimento (que equivale a dizer na busca de mais verdade), tiveram de sair da igreja, pois não podiam ser verdadeiros e maduros lá dentro. Triste situação, mas infelizmente cada vez mais comum...” (p. 16)


É bom que se diga que tal denúncia não vem solta, sem contexto. Ademais, o autor friza seu descontentamento no mesmo momento em que denuncia. E, prosseguindo com a leitura, vamos notar que parece existir um situação na qual a melhor saída (ainda que provisória) será dar uma espécie de tempo. Afinal, a hierarquia eclesial dificilmente não atrela questionamentos e indagações com rebeldia. E, paradoxalmente, nosso sentimento de pequenez está mais ante a figura de um pastor, por exemplo, do que com Deus. Isto significa dizer que sabemos (ainda que de maneira superficial ou sem muita certeza) que Deus não nos abandona; já a pastorada...

Parece-me que nesse contexto fica ótima a (re)lembrança que o autor nos faz: “Deus é seu Pai, não seu dono ou empregador”. E mais: “só podemos brigar com alguém próximo com certeza de não sermos expulsos de sua convivência se sentirmos que o vínculo está garantido, que há de fato amor” (p. 21).

É extremamente importante encontrar obras como essa. Para quem, como eu, está passando por um período de desintoxicação religiosa, nada mais prazeroso, confortante e alentador sabermo-nos todos, sem exceção, pecadores, carentes da graça e da misericórdia de Deus. Isso são boas-novas. Infelizmente as mensagens dos domingos em muitas igrejas são como o Domingão do Faustão, cheias de atrações que servem para pouca coisa.

Meu domingo ficou muito melhor enquanto lia Neuroses Eclesiásticas e, depois, quando ouvi a bela voz da também bela Céu cantando a música '10 contados' (composição da própria cantora junto com Alec Haiat). Parecia Deus fechando o dia com chave de ouro, dizendo que tudo estava sob controle. Observemos a letra da música:


Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor não, não, não
Meu amor não se atrase na volta não
Meu amor, meu amor, meu amor, quem mandou?

Mandei uma mensagem a jato às entidades do tempo
Já me foi verificado que nem mesmo haverá segundos
Que os minutos foram reavaliados e que pra cada suspiro serão 10 contados


É, há tempo pra tudo – como já nos adiantava o sábio em Eclesiastes 3.1-8.




Para quem quiser ouvir a música

http://www.youtube.com/watch?v=W9-skxDQvqk




notas

1Disponível em http://www.cppc.org.br/textos/Neuroses Eclesiasticas.pdf

2Esse é um tópico muito pessoal, não sei se existe teoria a respeito. Como não fico preso a essa burocracia acadêmica, fiz minha própria opção. LIVRO é aquilo que está publicado (no papel ou na internet, por exemplo) e tem alguma intenção junto ao leitor. OBRA é igualmente isso, o diferencial é ter a capacidade de perpetuar-se devido ao conteúdo que aborda, a forma como expõe tal matéria e/ou as implicações que provoca no leitor/leitora. Portanto, exclusivamente neste aspecto, nem todo livro será obra, mas toda obra será um livro. É um conceito de leigo, mas que – para mim – vem funcionando. Considero-me chato porque opto por continuar a leitura de obras.

A ficção não se encaixa nesse parâmetro, uma vez que considero que arte é arte – não tem compromisso de mudar nada. Apenas representa, sugere, mostra, questiona, apanha. Na arte a estética me parece mais importante. Mas, apesar de tudo, não consigo descartar uma ideologia. Para mim, não existe obra (livro, arte etc) neutra.



GRAVIDADE 6 - agora sim


Levi Nauter


(...)Fecha os zóio e drome,
Minina, minininha,
A noite assa bolo,

No forno da cozinha.

Drome, minininha,
Papai num tá aqui,
Enfeita a noite preta
Com zóio de rubi.

Drome, minininha,
Mamãe foi trabaiá,
Lavá a noite suja.
Com as água do luá.
...
Sossega, minininha,
Sossega, tá na hora,
Logo vão se abri
Os zóio da Orora.

Sérgio Capparelli



Doze de doze, de dois mil e oito. Treze horas. Estávamos ansiosos. A Lu gelada; eu, quente. Pensamos nas dificuldades existentes no mundo infantil. Nossos trabalhos docentes em escolas com educação infantil deixam-nos frente a frente com as mazelas humanas. Mas também de cara com as virtudes da meninada que se sobressai a todos os problemas. Talvez por isso o conselho de Cristo a que sejamos como criança.

E nós lá, cheios de emoção. Nossos olhos lacrimejavam; nossas mãos entrelaçadas unia nosso espírito e fortificava nossa esperança num Deus que é perfeito.

Incrível como – nessas horas – cinco minutos parecem uma eternidade.

Chegamos na sala. Aparelhos ligados, médico colocado. Começa a ecografia.


A criança não pára com as cambalhotas. Ergue as mãozinhas, os pezinhos, boceja e até soluça. Mede aproximadamente 26 centímetros e tem um peso enorme: 400 gramas. O coração é potente, os ossos estão nos seus devidos lugares. Tudo está bem.

Com essas primeiras informações o pai e a mãe, marinheiros de primeira viagem, estavam derretidos; só chorávamos e nem piscávamos tal era a nossa concentração diante da tela. Uma emoção indizível.

Saímos extasiados da sala. Com os olhos inchados, ao mesmo tempo ríamos e chorávamos. O mundo parecia ter parado. Nada mais pareceu importante por alguns instantes. Enquanto nos dirigíamos para um bom almoço, comentávamos sobre o quanto Deus fora maravilhoso conosco. Sua mais recente demonstração de amor e seu maior presente de natal, para mim e para Lu, foi essa menina. Linda!!!!!!!!!!!!!!!!

Ela será maravilhosa, conselheira, mulher forte, a princesa da nossa casa.


Será a Maria Flor Oliveira de Mira




NOTA

O epíteto é um trecho da poesia "drome, minininha!", publicada na obra "111 poemas para crianças", do professor Sérgio Capparelli, publicada pela L&PM, em 2006 (5ª ed).


às flores da minha vida 2


Teus olhos são como a luz da lua
E a Tua voz como o som do mar
O Teu silêncio é o meu refúgio
E o meu conselho pra caminhar.

No Teu abraço renasce o sonho
No Teu carinho desfaço a dor
Por mais que eu tente viver a vida
Não tem mais jeito sem Teu amor.

Raio de sol, maravilha
Meu bem querer, minha flor
Minha mulher, minha doce amiga
Presente de Deus e do Seu amor.


[trecho da linda música Raio de Sol, composição do excelente João Alexandre. A canção é belamente cantada no CD Família]

em busca do Deus perdido

Trechos da obra "Perguntaram-me se acredito em Deus", do sempre bom Rubem Alves, editora Planeta, 2007.


As Escrituras Sagradas são um livro cheio de cacos. Nelas se encontram poemas, estórias, mitos, pitadas de sabedoria, relatos de acontecimentos, poemas eróticos, eventos sangrentos. Ao ler as Escrituras comportamo-nos como um artista que seleciona cacos para construir um mosaico ou como um compositor a compor sua sonata. (p. 16)

Cada religião é um mosaico, um jeito de ajuntar os cacos. (p. 17)

É preciso esquecer os nomes de Deus que as religiões inventaram para encontrá-lo sem nome no assombro da vida. (p. 55)

A pergunta não deveria ser 'Você acredita em Deus?', mas 'Você se comove com a beleza?' Deus nunca foi visto por ninguém. Ele se mostra na experiência da beleza. (p. 56)

A palavra é o começo de tudo. Com a palavra o universo começou. Com a palavra nós começamos. Somos poemas encarnados. Somos as estórias que moram em nós. (p. 95)

evangelize - Levi Nauter


LNM



Um folheto de (pseudo)evangelismo ontem. Mas ela não se converteu. Uma professora de (...) não se rende assim tão facilmente a um folheto, ainda mais com as características daquele.

Chegou em casa, entregou-me a 'joinha'. Também não me converti. Sou um osso duro e minha idade já não me deixam encurvar para qualquer foto ou mensagem.



Um homem de branco em meio a uma multidão. Os braços abertos. Seu nome inscrito em letras notáveis. A menção a Deus era apenas um subterfúgio para falar de si. A multidão nada falava, não retrucava, era inquestionável. Qualquer coisa dita ressoava sem anti-inculcação. A multidão era feita de muletas, cadeiras de rodas e aparelhos ortopédicos. O homem de branco é o missionário que fala aos inertes.

Todos nós sabemos que Deus é amor. Não carecia uma igreja com esse nome. Só Deus é soberano, não precisa aparecer o nome do missionário em todas placas de igrejas. Tampouco é necessário saber que existe um templo – feito com vários e vários dez por cento – com nome pomposo. Mas há líderes que precisam ser necessários. Quando é preciso colocar num folheto as fotos de um cara 'pregando' para cadeiras de rodas é porque a coisa está feia. Lógico que tanto o líder quanto os seus seguidores (nem sempre fiéis) não vão admitir que algo está podre. Mas há algo de podre no Reino de Deus e a culpa não é do Todo-Poderoso.

Os doentes são os membros dessas igrejas. Esses aparelhos de deficiência escondem a deficiência interna. A falta de discernimento, a falta de usar aquilo que Deus nos colocou e que só nosso: a massa encefálica. A muleta, a cadeira de roda, podem ser a falta de autonomia. Mas a muleta e cadeira de roda continua de modo invisível. A cadeira de rodas passa a ser o banco da igreja que me exige sentar diariamente em três 'grandes concentrações'. A muleta passa a ser a dependência na fala do tal líder. Despojo-me da minha sagrada autonomia, do meu divino livre-arbítrio para virar papagaio. Minha fala passa a ser o eco do meu missionário. Que tristeza!!!

Em vez de ser apenas um doente, morro; desfaço de mim. Eu não sou mais eu, o líder vive em mim. Passo a morar no mundo, mas não me considero desse mundo. Mais que isso: o mundo que se dane, que se exploda. Todo o resto (pessoas que pensam diferente, o meio ambiente etc.) passa a ser 'Soraia'. Meu 'hino' preferido? “Eu quero ver Soraia queimada...”. Voto por votar, desmato meu terreno e deixo minha casa toda calçada. Não ouço música do mundo. Não uso roupa do mundo. Não compactuo com esportes, nem com humor, nem com leituras para além da Bíblia. Adoro catástrofes, amo fogo. Fico feliz em ver pessoas morrendo – aqui no meu país ou no exterior (essa gente incrédula não tem serventia). Quero aproveitar o êxtase do provir no agora: grito histericamente quando meu líder fala, ou – se não grito – sigo suas intruções ipsis literis; não entendo bulhufas o que ele diz, mas é o que quero ouvir. Para mim o viver é o meu líder. Sua espiritualidade me atrai, tudo nele me atrai. Sou tarado por ele. Morri por ele. Vivo na sombra.

Santa ironia...




desintoxicação 1 - trilha sonora

Levi Nauter


Estou vivendo um período que estou chamando de "desintoxicação". Noutro momento explico melhor o termo - na concepção que pretendo utilizá-lo.

Por ora, basta dizer que há uma trilha sonora evangélica lá em casa. de tempos em tempos eu retomo o CD e começo a ouví-la. Trata-se de "Un viaje largo", da potente Marcela Gandara - cantora mexicana, estudante nos EUA. Sua voz linda atrelada a uma magnífica letra fazem meus momentos de solidão mais próximos do Deus que eu sirvo. Quando penso nas críticas que recebo (ou por e-mail, ou pelo blog ou, ainda, pessoalmente) também penso que nasci para esse tempo. Nasci na pós-modernidade, chamada por outros de modernidade atrasada. Resta-me assumir essa condição. Meu mundo momentâneo é esse que, às vezes inexplicavelmente, beira o caos. Nele preciso ser luz, nele preciso ser sal. Nele preciso ser eu. Para que isso aconteça a Gandara me relembra - de quando em quando - meu valor para Deus. Leiamos a poesia da canção:

Ha sido largo el viaje pero al fin llegué.
La luz llegó a mis ojos aunque lo dudé.
Fueron muchos valles de inseguridad los que crucé.
Fueron muchos días de tanto dudar, pero al fin llegué, llegué a entender.


Que para esta hora he llegado, para este tiempo nací, en sus propósitos eternos yo me vi.
Para esta hora he llegado, aunque me ha costado creer, entre sus planes para hoy me encontré.

Y nunca imaginé que dentro de su amor.
Y dentro de sus planes me encontrara yo.
Fueron muchas veces que la timidez, me lo impidió.
Fueron muchos días de tanto dudar, pero al fin llegué, y ya te amé.



Descobrir que Deus me ama, me aceita e me compreende - em que pese meu OFF - é uma das melhores notícias de um ser vivo. Supero essa alegria, ou fica no mesmo patamar, saber da filhota que está a caminho. Outra bondade divina.








http://www.marcelagandara.com
http://www.myspace.com/marcelagandara

soundtrack natalino


levi nauter


Na falta de um artigo bem escrito, vale algumas dicas. Minha inércia tem a ver com as atividades docentes e com as atividades de um futuro pai que precisa colocar a casa em ordem antes da chegada da criança. Assim é que tenho suado a camiseta carregando terra, tijolo, cimento; negociando preços de materiais e mão-de-obra. Um sufoco. Sou um pouco pedreiro, serralheiro, marceneiro, limpador de caixa d'água, jardineiro e pintor. Bela aventura para que a casa fique do jeito que sonhamos. Ufa!



Para descançar e refletir sobre o natal, há um bom tempo venho escutando uma obra que considero primorosa. Trata-se do CD Like Christmaas all year 'round, do sempre bom e conversador Dennis Jernigan. A obra é de 1994, 'publicada' pela Shepherd's Heart Music. Gosto do Jernigan porque o considero bom músico, bom arranjador de vocais, além de pianista. Nesse disco ele compôs todas as letras e músicas. Os arranjos da orquestra ficaram quase impecáveis e os vocais não deixam a desejar. Há momentos que nos convidam para uma viagem ao som da lira, das flautas e até da harpa. Uma bela homenagem ao nosso Senhor.
Destaco algumas músicas: starry night (os arranjos ficaram lindos e a letra maravilhosa); little child - in a manger lay (dueto excelente e um belo coral); glory to God in the highest (vocais que demonstram a maestria do Dennis para arranjos de voz); hallelujah! Christ Jesus is born (linda); Jesus will reigh (a sincronia entre músicos instrumentistas e músicos vocalistas).

Quem tiver acesso ao CD ou quiser fazer download, possivelmente não irá se arrepender.




http://www.dennisjernigan.com


ler um bom livro

Levi Nauter



A Igreja vive um momento crítico. E pessoas, dizendo-se 'de Deus', têm invadido o mercado editorial propondo receitas, fórmulas; quase todas visando ao aspecto quantitativo e não qualitativo. Mas o mundo, que é o lugar onde a instituição está, não está pronto, dado, acabado. Ele é uma construção, um emaranhado de ocorrências que se cruzam, se fundem ou dicotomizam. Portanto um livro não pode ter fórmulas. Pode, isso sim, ter intenções, sugestões e propostas.


Um livreto (chamo assim pelo tamanho e não pelo conteúdo) com a cara do Brasil está à disposição de todos nós. Trata-se da obra (e vale o título) Neuroses Eclesiásticas. Nela o pastor, professor de teologia e psicólogo Karl Kepler tocas em pontos cruciais da nossa crise. Mas não toca apenas pelo prazer do sofrimento ou das más notícias. Faz isso com uma clareza incrível para relembrar-nos da função do evangelho de Cristo.


A boa notícia é que o livro está acessível a todos nós, graças ao CPPC [Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos] que desempenha – um tanto na surdina – um papel fundamental para a saúde mental da igreja.


Em vez de ler Rick Warren e companhia, leia o Karl (esse nome histórico tem muito a nos dizer).


Faça um download da obra clicando em:


http://www.cppc.org.br/textos/Neuroses Eclesiasticas.pdf


Melhor ainda será estabelecermos um diálogo 'pós-leitura'


Levi Nauter,

www.anotacoessobreumcristianismo.blogspot.com


meu jardim

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minha alegria

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Maria Flor

Sobre este blog

Para pensar e refletir sobre o cotidiano de um cristianismo que transcende as quatro paredes de um templo.


"Viver é escolher, é arriscar-se a enganar, aceitar o risco de ser culpado, de cometer erros" [Paul Tournier]

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LEVI NAUTER DE MIRA, doutorando em educação (UNISINOS), mestre em educação (UNISINOS) e graduado em Letras-português e literatura (ULBRA). Tenho interesse em livros de filosofia, sociologia, pedagogia e, às vezes, teologia. Sou casado com a Lu Mira, professora de História, e pai da linda Maria Flor. Adoramos filmes e séries.

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  • textos sobre EDUCAÇÃO (livros, revistas, artigos)
  • PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PERFEITAS, de John Burke
  • OS DESAFIOS DA ESCRITA, de Roger Chartier