[dia da minha mulher] - Levi Nauter


Levi Nauter





Em plena comemoração pelo dia da mulher, resolvi escrever sobre a minha. Apesar do pronome possessivo, esclareço, de início, que não sou dono dela. Sou apenas esposo, marido, companheiro, amante ou coisa que o valha. Digo isso porque há quem se julga dono dos outros. Mais especificamente, há quem considera-se superior à mulher que tem. O detalhe é que isso não é dito de maneira clara. Poucos homens assumem seu machismo assim, declaradamente. Tudo fica nas entrelinhas, nos subentendidos. Em coisas como "eu trabalho, eu mando", ou "sou o chefe do lar". Mais disfarçado ainda é aquele que simplesmente não diz nada e deixa sua mulher fazendo todo o trabalho de casa, quando poderia ajudá-la, compartilhar com ela também os afazeres do, neste caso, pseudoninho do amor. Amor? Assim? Não. Isso não é amor. Que ao menos não haja vergonha de se chamar isso de sexo. Quem tem uma mulher e a ama faz sexo com amor; caso contrário , apenas sexo. A meu ver quem ama uma mulher não "faz amor", porque o amor não pode estar restrito a preliminares sexuais ou ao ato em si. Quem ama faz amor cotidianamente: ao beijar a esposa pela manhã, à noite, ao almoçar junto, ao ter prazer em estar perto dela, em querer ouvir sua voz, ao escutá-la. O amor, portanto, se vive. O "fazer amor" do senso comum é um saciar de uma necessidade humana por sexo. E amor vai além disso.


Pois, eu amo a minha mulher. Comemorar doze anos de casado, na semana da mulher, foi um privilégio ímpar. Salve LU!


Ela tem sido meu porto seguro. Sempre me surpreende com seu jeito, com suas atitudes, com seu carinho, seu falar. Com sua formação. Com ela, aprendo a viver mais, a sonhar, a correr na busca do sonho. É a minha leitora, também minha crítica. Juntos crescemos a cada dia - sem pressa para algumas coisas, com muita pressa para outras. Nossos olhares já se alfabetizaram e, com isso, nos falamos sem palavras. Seu colo é aconchegante. É maravilhoso.


Eu só consigo "voar" com meus pensamentos, ser meio fora da realidade porque tenho ela que me puxa ao chão. Com ela não me preocupo com o ativo e o passivo das nossas finanças. A Lu, estando por perto, me dá a segurança que preciso para fazer o que tem de ser feito e, talvez, arriscar um pouco mais. Um passeio não teria graça, nem charme, nem a garantia de um bom papo se ela não estivesse. Quando, por circunstâncias da vida e da nossa humanidade, não estamos bem, parece que o resto se acinzenta. Arma-se uma espécie de temporal que, graças a Deus, dificilmente acaba em graniso ou enchente. Um arco-íris aponta no horizonte.


Não tenho dúvidas: Deus está sendo generoso comigo! Deu-me um belo presente. Uma dádiva tê-la por perto. Um desafio agradável ter que cuidá-la. Sou um privilegiado por ter dois consoladores: o Espírito Santo e a esposa que amo. Estamos sonhando em fazer uma mistura divina, capaz de gerar uma mistura de nós dois - reflexos do divino: uma herança para a posteridade.




Lu eu te amo!!!

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Sobre este blog

Para pensar e refletir sobre o cotidiano de um cristianismo que transcende as quatro paredes de um templo.


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LEVI NAUTER DE MIRA, doutorando em educação (UNISINOS), mestre em educação (UNISINOS) e graduado em Letras-português e literatura (ULBRA). Tenho interesse em livros de filosofia, sociologia, pedagogia e, às vezes, teologia. Sou casado com a Lu Mira, professora de História, e pai da linda Maria Flor. Adoramos filmes e séries.

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  • PROIBIDA A ENTRADA DE PESSOAS PERFEITAS, de John Burke
  • OS DESAFIOS DA ESCRITA, de Roger Chartier